
A ministra do Interior britânica Theresa May irá assumir o cargo de premiê do Reino Unido e líder do Partido Conservador, após Andrea Leadsom, a outra finalista na disputa, desistir da competição pelo posto de David Cameron, nesta segunda-feira.
De acordo com Graham Brady, chefe do comitê 1922, responsável por organizar a escolha do novo representante, um anúncio formal será feito "em breve" para oficializar May como a próxima líder conservadora e, consequentemente, chefe de governo britânica. Na manhã de hoje, Brady não negou que o Reino Unido poderá ter uma nova premiê ainda nesta semana, mas preferiu deixar prazos em aberto. O comitê irá discutir os próximos passos para a substituição e, assim que possível, anunciar quando May pode assumir o cargo.
Leadsom declarou que desistiria da corrida em coletiva de imprensa hoje cedo, por acreditar que "o Reino Unido precisa um primeiro-ministro assim que possível", o que ajudará a estabilizar a situação política e econômica do país. Além disso, secretária de Estado de Energia declarou apoio total à May e afirmou que acredita que ela é pessoa ideal para conduzir a saída britânica da União Europeia.
Na votação entre os deputados conservadores na última quinta-feira, que definiu as finalistas para o cargo, Leadsom teve o apoio de 84 representantes do partido, enquanto May alcançou 199 votos. Ao deixar a competição, Leadsom afirmou que, apesar de agradecer a escolha dos colegas, considera que "não seria suficiente para conduzir um governo forte e estável" caso vencesse a eleição final, marcada para setembro.
Leadsom estava sob pressão desde que entrou na corrida devido a sua relativa inexperiência política. Apoiadora ferrenha do Brexit, ela era praticamente desconhecida antes de aparecer como uma das figuras importantes da campanha. Além disso, na sexta-feira, fez uma declaração polêmica quando sugeriu que seria uma candidata melhor do que May para o cargo por ser mãe, o que a levou pedir desculpas à rival.
Já May, de 59 anos, está na chefia do Ministério do Interior desde 2010 e tem amplo apoio interno no Partido Conservador. Apesar de se declarar a favor da permanência na UE durante o referendo, pouco se manifestou durante a campanha. Ela adotou uma postura linha dura contra a imigração dentro do governo Cameron e, por isso, obteve votos mesmo entre aqueles que defenderam o Brexit.
*Veja
Mín. 20° Máx. 35°