
De acordo com David Lisnard, prefeito de Cannes, os burquínis são “um símbolo de extremismo islâmico” e podem causar tumultos, devido ao clima de medo causado pelos recentes ataques terroristas no país. Quem burlar a nova lei será convidado a trocar de traje ou a deixar a praia, sob pena de multa de 38 euros (134 reais).
“Roupas de praia que mostram ostensivamente uma afiliação religiosa, considerando que a França e locais de culto são atualmente alvos de ataques terroristas, podem criar problemas de ordem pública (conflitos, mobilizações) que devem ser evitados”, diz o decreto. Segundo a rede CNN, a regulamentação será válida pelo menos até o dia 31 agosto, quando acaba a época mais movimentada do verão europeu.
Em resposta à decisão, grupos muçulmanos e associações de direitos humanos da França afirmaram que irão tomar medidas legais contra a prefeitura de Cannes. O ativista Hervé Lavisse, da Liga Francesa de Direitos Humanos, declarou em comunicado que este é “um abuso da lei” e comentou que políticos da direita precisam “acalmar seu fervor discriminatório e defender o espírito da república”.
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