
Os bancários de Campo Grande e região entram em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (6), véspera de feriado. A paralisação é nacional e foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (1º). Com isso, os atendimentos presenciais nas agências bancárias estarão suspensos e a população terá que recorrer aos caixas eletrônicos, internet e correspondentes bancários para realizarem seus pagamentos e quitações de débitos.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, a decisão foi tomada após proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ser incompatível com o pedido da categoria. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real e 9,78% de correção da inflação, garantia de emprego, melhores condições de trabalho e segurança. Porém, a proposta apresentada pela Fenaban foi de um reajuste de 6,5%, sem mencionar qualquer outra melhoria.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Edvaldo Barros, a categoria está indignada com a proposta apresentada, já que os bancos lucraram R$ 29,7 bilhões somente no primeiro semestre deste ano. “Os bancos estão desrespeitando os seus empregados com essa proposta, que sequer repõe a inflação. Na verdade, representa perda real de 2,8% nos salários”, critica. Edvaldo lembra ainda que 61% das categorias tiveram reajuste igual ou superior à inflação no primeiro semestre deste ano.
Além do reajuste de 14,78% no salário e benefícios, a categoria pede combate às metas abusivas e ao assédio moral; fim das demissões já que, segundo a assessoria do Sindicato dos Bancários, oito mil funcionários já foram demitidos este ano, não sendo repostos os cargos – o que sobrecarrega os demais trabalhadores -, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio educação.
Conforme o Sindicato, os bancários seguem em greve por tempo indeterminado e aguardam que a Fenaban negocie com nova proposta.
*O Estado
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