
Para a chanceler, o governo não errou na decisão de deixar as fronteiras abertas aos milhares de refugiados que tentavam entrar no país, porém, deveria ter sido mais rápido ao se preparar para a chegada em massa. “Se eu pudesse, voltaria no tempo em muitos e muitos anos para que eu para que eu pudesse preparar todo o governo e as autoridades para a situação que nos atingiria do nada no verão de 2015”, disse.
Merkel qualificou como “muito amargos” os resultados obtidos pela União Democrata-Cristã na cidade-estado e capital. A CDU e o Partido Social-Democrata (SPD), antigo aliado, emergiram da eleição estadual em Berlim como as duas siglas mais fortes, mas ambos perderam apoio e não devem continuar com um governo de coalizão de apenas dois partidos. A CDU obteve 17,6% dos votos, um mínimo histórico, e o SPD se manteve como a primeira força, com 21,6% dos votos, uma perda de 6,7% em relação ao pleito de 2011.
Sem apoio suficiente para continuidade da dupla SPD-CDU, uma coalização de três partidos deve formar o próximo governo. A mais provável é a combinação do SPD, do Partido Verde, com 15,1% dos votos, e do Partido de Esquerda, 15,6%. O partido de direita anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) fez 14% dos votos e terá representação em Berlim pela primeira vez.
*Com EFE
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