
Para a coordenadora da pesquisa da FGV, Viviane Seda Bittencourt, a alta na confiança está sustentada mais na esperança de uma situação futura melhor do que na satisfação com o momento atual, o que afeta seu comportamento. “Mesmo após seis meses de melhora gradual das expectativas, a demora para que ocorra uma efetiva recuperação do mercado de trabalho ou da situação financeira das famílias vem levando à sustentação de uma postura cautelosa por parte do consumidor”, avalia.
Em relação às expectativas do mercado, a mudança mais visível nesta semana foi a queda nas projeções para a inflação neste ano. De acordo com o Boletim Focus desta segunda-feira, divulgado pelo Banco Central, os economistas consultados pela instituição apostam numa alta menor dos quatro indicadores que medem o aumento dos preços.
A previsão para o IPCA, índice oficial do país, para o final deste ano passou de 7,34% para 7,25%. A meta para 2016 é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos. A mudança na expectativa ocorre após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) do mês de setembro, que é considerado uma prévia do IPCA, na última quinta-feira. O indicador registrou 0,23%, o que representou uma desaceleração ante o 0,45% medido em agosto.
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