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Partido Pirata ‘antissistema’ pode vencer eleições na Islândia

26/10/2016 às 12h01
Por: Tribuna Popular
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Democracia direta, transparência de governo, privacidade on-line e descriminalização das drogas são as propostas do partido que pode sair vitorioso na Islândia, nas eleições do próximo sábado. O Partido Pirata, fundado há apenas quatro anos, tem feito sucesso com sua imagem de “antissistema”, que procura se afastar das definições de esquerda e direita políticas.

Fundado por ativistas digitais, anarquistas e hackers, o partido ganhou força nos últimos anos após escândalos revelados no Panama Papers. Em abril, o primeiro-ministro Sigmundur Davið Gunnlaugsson renunciou ao cargo depois que documentos vazados revelaram que ele e sua esposa mantinham milhões de dólares em uma offshore. Seu substituto foi obrigado adiantar a data das eleições, que estavam previstas para o próximo ano.

A onda de revolta da população pode gerar mais uma surpresa na política mundial em 2016, marcada pela tendência de quebrar com o tradicional. O partido radical aparece com 22,6% das intenções de voto em uma pesquisa da Universidade da Islândia, logo à frente do Partido da Independência. O resultado pode lhe render entre 18 e 20 cadeiras no Parlamento de 63 membros, longe dos três que conseguiram em 2013.

Apesar de prometer uma reviravolta no governo, as propostas do Partido Pirata ainda são vagas. O que garantem é que irão transformar a Islândia em um “paraíso da segurança digital” e que a população estará mais envolvida do que nunca na tomada de decisões do governo. O plano é que os cidadãos possam propor novas leis e, até mesmo, construir nova constituição. Os Piratas também querem oferecer asilo político a Edward Snowden, ex-analista de segurança americano que revelou o alcance da espionagem digital feita pelos Estados Unidos.

Em um país com a economia estabilizada, baseada em pesca e turismo – e completamente recuperada após a crise de 2008 –, existe pouco medo sobre as consequências de ter um partido radical no poder. “As pessoas querem mudanças verdadeiras e entendem que precisamos modificar o sistema e modernizar como fazemos as leis”, explica a líder Birgitta Jónsdóttir ao jornal The Guardian.

*Veja

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