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Boric anuncia gabinete de governo com maioria feminina no Chile e neta de Allende na Defesa

Presidente eleito escolheu 14 ministras e 10 ministros, em um governo de perfil moderado. Veja todos os nomes.

21/01/2022 às 15h55
Por: Tribuna Popular Fonte: g1
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 - O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, anunciou seu gabinete com maioria de ministras — Foto: Esteban Felix/AP Photo
- O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, anunciou seu gabinete com maioria de ministras — Foto: Esteban Felix/AP Photo

O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, anunciou nesta sexta-feira (21) seu gabinete de governo com uma presença majoritária de mulheres: serão 14 ministras e 10 ministros.


“Temos certeza que a riqueza do Chile está, justamente, na diversidade de sua gente", disse Boric em um pronunciamento.

O presidente de 35 anos, que tomará posse em 11 de março, qualificou sua formação ministerial como "diversa", com pessoas de origens e formações distintas.


"Esse gabinete tem a missão de lançar as bases para as grandes reformas que nos propusemos realizar em nosso programa", afirmou o presidente eleito.


No Ministério da Defesa, Boric anunciou Maya Fernanda Allende, neta do ex-presidente socialista Salvador Allende, deposto e morto durante o golpe de estado liderado pelo general Augusto Pinochet.


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Mais mulheres no poder

Dos 24 ministérios, 14 serão comandados por mulheres. Além de Maya Fernanda Allende, há ainda:


  • Izkia Siches no Ministério do Interior e Segurança Pública. A médica chefiou a campanha de Boric e presidiu o Colégio Médico do Chile durante o enfrentamento da pandemia da Covid-19.
  • Marcela Hernando no Ministério de Mineração. Ex-prefeita e parlamentar do Partido Radical pela região de Antofagasta.
  • Antonia Urrejola no Ministério das Relações Exteriores. Ex-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
  • Camila Vallejo Dowling na Secretaria Geral de Governo (foto abaixo). Deputada do Partido Comunista desde 2014, participou das manifestações estudantis de 2006 e ganhou reconhecimento da Anistia Internacional pelo seu trabalho em defesa dos direitos humanos.
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  • Jeanette Vega no Ministério de Desenvolvimento Social e da Família. Médica sanitarista, foi subsecretária de Saúde Pública, diretora do Fundo Nacional de Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Pública.
  • Julieta Brodsky no Ministério das Culturas. Antropóloga formada pela Universidade de Granada.
  • Antonia Orellana no Ministério da Mulher. Jornalista formada pela Universidade do Chile e membro do partido de Boric.
  • Alexandra Benado no Ministério dos Esportes. Ex-jogadora de futebol, professora de educação física, ativista e filha de militante assassinada na ditadura.
  • Marisa Rojas no Ministério do Meio Ambiente.
  • Javiera Toro no Ministério de Bens Nacionais. Advogada da Universidade do Chile.
  • María Begoña Yarza no Ministério da Saúde. Médica-cirurgiã formada pela Universidade do Chile.
  • Jeanette Jara no Ministério do Trabalho e Previdência Social. Advogada, foi subsecretária da Previdência durante o segundo governo da ex-presidente Michelle Bachelet.
  • Marcela Ríos no Ministério da Justiça. Socióloga, construiu parte de sua carreira dentro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Moderação na economia

Um dos destaques do gabinete é o atual chefe do Banco Central do Chile, Mario Marcel, que vai assumir o Ministério da Fazenda — uma escolha que parece ter sido bem recebida pelos mercados.


Marcel, um moderado ligado ao Partido Socialista, terá entre seus desafios promover uma reforma tributária prometida por Boric.


"Assumimos com enorme carinho e energia o desafio de consolidar a recuperação da nossa economia sem reproduzir suas desigualdades estruturais", disse o jovem líder. "Estamos falando de um crescimento sustentável acompanhado de uma justa redistribuição de riqueza."
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Ainda farão parte do governo de Boric:


  • Giorgio Jackson na Secretaria-Geral da Presidência. Membro do partido, Revolución Democrática (RD), que teve origem nas manifestações estudantis de 2012.
  • Nicolás Grau no Ministério da Economia. Engenheiro de comércio e economista da Universidade do Chile.
  • Marco Antonio Ávila no Ministério da Educação. Foi coordenador nacional de ensino médio na pasta durante o segundo governo de Bachellet
  • Juan Carlos García no Ministério de Obras Públicas. Arquiteto pela Universidade de Valparaíso.
  • Carlos Montes no Ministério da Habitação. Foi presidente do Senado em 2018.
  • Esteban Valenzuela no Ministério da Agricultura.
  • Juan Carlos Muñoz no Ministério dos Transportes e Telecomunicações.
  • Claudio Huepe no Ministério de Energia.
  • Flavio Salazar no Ministério da Ciência e Tecnologia.
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