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'Rússia pagará preço alto se atacar a Ucrânia', diz chanceler da Alemanha

Olaf Scholz está nos Estados Unidos para conversar com Biden sobre pressão no leste europeu. Ministra das relações exteriores da Alemanha visita a Ucrânia para se encontrar com autoridades locais.

07/02/2022 às 18h13
Por: Tribuna Popular Fonte: g1
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Foto: REUTERS/Leah Millis - Chanceler alemão Olaf Scholz durante encontro na Casa Branca com Joe Biden, nesta segunda-feira (7).
Foto: REUTERS/Leah Millis - Chanceler alemão Olaf Scholz durante encontro na Casa Branca com Joe Biden, nesta segunda-feira (7).

O chanceler alemão Olaf Scholz disse nesta segunda-feira (7), em entrevista coletiva, que a Rússia "pagará um preço alto" se atacar a Ucrânia durante sua visita à Casa Branca, nos Estados Unidos.

"Estamos nos preparando para, se houver uma invasão, agir rápida e decisivamente, além claro, de uniformemente", completou o chanceler alemão.

O líder do governo alemão está nos EUA para um encontro com o presidente americano Joe Biden para falar sobre a crise na Ucrânia nesta que é sua primeira visita oficial ao país.


Veja também:


  • Encontro entre Macron e Putin
  • Putin pode invadir a Ucrânia
  • Como visita de Bolsonaro a Rússia pode afetar relação com os EUA

Em Kiev, a ministra de relações exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (7) ao lado de Dmytro Kuleba, autoridade de mesmo cargo na Ucrânia.


Em uma de suas falas, Baerbock declarou que a Alemanha irá conceder apoio inequívoco aos ucranianos.


"Estamos com a Ucrânia", disse Baerbock. "Ninguém conseguirá criar uma barreira entre nós", disse ela, acrescentando: "Caro Dmytro, você sabe que pode contar com a Alemanha".


Posicionamento político da Alemanha

A Alemanha está sendo bastante criticada por não ter tomado uma posição certeira em relação às tensões na fronteira da Ucrânia. Alguns especialistas apontam que essa contenção alemã pode ser um entrave nas soluções do caso.


A Alemanha é o maior comprador mundial do gás russo: recebe do país mais da metade de suas importações, em comparação à média de 40% dos demais países da União Europeia. Isso explica, por exemplo, a oposição de Berlin ao envio de armas da Estônia para a Ucrânia , como aponta a colunista do g1 Sandra Cohen.


A ligação entre os dois países foi fortalecida pela criação do gasoduto Nord Stream 2. A construção deve aumentar o fluxo de gás natural que chega até a Alemanha partindo da Rússia, porém, o conselho da Otan acredita que a não continuidade do projeto pode se tornar uma sanção caso Putin decida invadir a Ucrânia.


Entenda a escalada de tensão

O governo russo nega ter planos de atacar a Ucrânia, mas concentra mais de 100 mil soldados perto da fronteira com o país. E a escalada da crise expõe, mais uma vez, as divergências históricas entre EUA e Rússia (veja no vídeo abaixo).


A Rússia alega que o leste europeu é sua área de influência e exige que os EUA e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) parem de avançar sobre a região (desde o fim da União Soviética, vários países passaram a fazer parte da aliança militar e ou da União Europeia).


Os russos exigem que os EUA e a Otan garantam que a Ucrânia nunca fará parte da aliança militar, mas os países do Ocidente se negam a aceitar essa imposição, que consideram inaceitável. Os russos também querem que tropas ocidentais sejam retirados de países próximos à sua fronteira.


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