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Diretor do Shakhtar revela ligação para presidente da Uefa para tirar brasileiros de Kiev: "Grande homem"

Ex-jogador do clube, croata Darijo Srna relata ter ligado para Aleksander Ceferin diante de poucas opções para deixar a capital ucraniana em meio à guerra contra a Rússia

02/03/2022 às 09h08
Por: Tribuna Popular Fonte: Globo Esporte
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 - Darijo Srna é diretor esportivo do Shakhtar Donetsk — Foto: Getty Images
- Darijo Srna é diretor esportivo do Shakhtar Donetsk — Foto: Getty Images

Os dias de desespero de dezenas de jogadores brasileiros em um hotel de Kiev, em meio à guerra contra a Rússia na Ucrânia, chegaram ao fim no começo desta semana. E o processo dos atletas para conseguir escapar da zona de perigo e retornar para casa contou com uma ajuda de peso: a do presidente da Uefa, Aleksander Ceferin. Foi o que revelou o diretor esportivo do Shakhtar Donetsk, Darijo Srna.

Em entrevista ao jornal "Delo", o ex-jogador do clube e atual membro da diretoria revelou que tomou a iniciativa de entrar em contato com o esloveno, que comanda o futebol europeu, depois de ver o desespero dos atletas que passaram dias concentrados em um bunker dentro de um hotel na capital.

Srna é intimamente ligado ao Shakhtar Donetsk, clube que defendeu por 15 anos, entre 2003 e 2018, e onde se tornou um dos grandes ídolos da história do futebol ucraniano. Agora no cargo de diretor esportivo, ele rumou para o bunker junto com a comissão técnica comandada pelo italiano Roberto De Zerbi e aos 12 atletas brasileiros que fazem parte do elenco do Shakhtar - um movimento que ocorreu de forma acelerada, horas depois de a Rússia invadir a Ucrânia na madrugada da última quinta-feira..

A partir daí, teve início um processo de busca por ajuda e por meios para que os estrangeiros pudessem deixar o país de forma segura, sem se tornar alvos das tropas que entravam em confronto em regiões próximas da capital do país. Srna indicou que poucas opções foram oferecidas para todoos.


- Quando escutei a primeira sirene, voltei automaticamente 25 ou 30 anos, para a guerra dos Bálcãs. Éramos umas 50 pessoas no hotel: todos os brasileiros com suas famílias, a comissão técnica de De Zerbi e três croatas. Exceto as embaixadas de Israel e Portugal, ninguém propôs nada de concreto. Os jogadores estavam desesperados e não sabiam o que fazer - contou.


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