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Dólar cai a R$ 4,61 com fluxo favorável ao real; Ibovespa recua com Petrobras

Real tem sido beneficiado por um fluxo de investimentos apoiado em juros elevados, ativos descontados e busca por produtores de commodities

04/04/2022 às 10h29
Por: Tribuna Popular Fonte: CNN Brasil Business
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TERADAT SANTIVIVUT / Getty Images - Guerra na Ucrânia segue no radar dos investidores
TERADAT SANTIVIVUT / Getty Images - Guerra na Ucrânia segue no radar dos investidores

O Ibovespa recuava 0,31%, cotado a 121.197 pontos, por volta das 10h25 desta segunda-feira (4), puxado para baixo por ações ligadas ao varejo e à Petrobras, cujas ações tinham queda de quase 1% após Rodolfo Landim desistir da indicação para assumir a presidência do conselho da estatal.


No mesmo horário, o dólar caía 1,18%, a R$ 4,612, descolado do exterior em um dia de cautela maior nos mercados devido à possibilidade de países ocidentais implementarem novas sanções econômicas contra a Rússia.


Mas a cautela não é suficiente para reverter um fluxo de entrada de investimentos estrangeiros que beneficia o real. Ele é baseado nos juros altos do Brasil, ativos descontados na bolsa de valores, saída de outros mercados emergentes e busca por grandes produtores de commodities, cujos preços dispararam.


Com a maior queda trimestral em 13 anos, de 14,55%, a moeda brasileira já está no menor valor em mais de dois anos.


No Brasil, os investidores monitoram a greve de servidores do Banco Central e o possível impacto do movimento, em especial a possibilidade de um reajuste de 5% para os servidores públicos, o que representaria mais gastos pelo governo e eleva temores de um descontrole fiscal, um cenário que favoreceria o dólar.


Na semana anterior, o dólar fechou cotado a R$ 4,66, com uma queda semanal de 1,69%. Já o Ibovespa subiu 1,31%, fechando em 121.570 pontos, maior valor desde 1º de agosto de 2021, e avanço semanal de 2,1%.


Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia no dia 24 de fevereiro, os mercados de petróleo mostram a maior volatilidade em dois anos, com os preços da commodity chegando a bater níveis vistos pela última vez em 2008.


A commodity tem oscilado na faixa dos US$ 100 e US$ 110 nos últimos dias. Por um lado, o mercado espera uma demanda menor devido a novos lockdowns na China e à perspectiva de um ciclo de alta de juros maior nos Estados Unidos, o que desaceleraria a economia do país.


Ao mesmo tempo, qualquer novidade sobre a guerra influencia os preços, alimentando ou reduzindo temores de problemas na oferta e afetando a cotação.


Porém, se comparado com anos anteriores, o petróleo segue em valores elevados e subiu mais de 30% no primeiro trimestre, devido ao descompasso entre oferta e demanda da commodity, com os principais produtores, reunidos na Opep+, ainda não retomando os níveis de produção pré-pandemia. O quadro foi intensificado com as tensões na Europa.


A disparada nas commodities com o conflito no Leste Europeu favorece o mercado brasileiro, e seus efeitos têm ajudado a superar a aversão a riscos com a guerra na Ucrânia, o que beneficia o real até o momento.


O ciclo está ligado, em parte, à alta nos preços do petróleo e do minério de ferro devido à elevada demanda em meio à retomada econômica. O processo de alta de juros nos Estados Unidos também alimenta essa migração, com a saída da renda variável norte-americana.


Outro fator por trás desse movimento são as expectativas de mais medidas pró-crescimento na China que estão aumentando as esperanças de uma recuperação na demanda por metais, o que levou a altas nos preços, reforçadas com a crise na Ucrânia.


Porém, intervenções do governo chinês no mercado e um novo surto de Covid-19 no país com lockdowns ainda geram pressões de queda, em um sobe e desce na cotação, que continua em níveis elevados.


Acompanhe a cobertura ao vivo da CNN sobre o conflito.


Com a guerra na Ucrânia completando um mês, as forças ucranianas têm tentado recuperar território dos russos nos últimos dias, de acordo com um alto funcionário da defesa dos Estados Unidos — que os descreveu como “capazes e dispostos” a fazê-lo.


Rússia e Ucrânia tem realizado rodadas de negociação para tentar encerrar o conflito, mas ainda sem sucesso. O presidente ucraniano sinalizou que o país aceitaria um status de neutralidade, uma exigência russa, mas sem concessões territoriais, e a Rússia falou em avanços nas conversas.


Os países ocidentais reforçaram ameaças de impor novas sanções econômicas contra a Rússia após a divulgação de imagens de corpos de civis ucranianos abandonados na cidade de Bucha após a retirada de forças russas.


Do ponto de vista econômico, as sanções de maior impacto econômico para a Rússia estão ligadas à expulsão de bancos russos do Swift, um meio global de processamento de pagamentos.











 


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*Com informações da Reuters


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