Terça, 05 de Maio de 2026
19°C 34°C
Jardim, MS
Publicidade

Integrante do Pussy Riot diz que fugiu da Rússia vestida de entregadora de comida

Maria Alyokhina contou que estava em prisão domiciliar e decidiu fugir quando foi informada que cumpriria pena em uma colônia.

12/05/2022 às 09h42
Por: Tribuna Popular Fonte: CNN Brasil
Compartilhe:
 Reprodução - Maria Alyokhina
Reprodução - Maria Alyokhina

Maria Alyokhina, integrante do grupo punk Pussy Riot, que há muito tempo protesta contra o regime do presidente russo, Vladimir Putin, disse que escapou do país disfarçada de entregadora de comida.


Alyokhina disse ao New York Times que, embora já tenha se recusado a deixar o país mesmo após ser detida várias vezes e passar períodos na prisão, ela finalmente decidiu sair depois que as autoridades russas disseram que ela cumpriria pena em uma colônia para presos.


Ela estava sob “prisão domiciliar efetiva”, disse o Times, e criticou abertamente a guerra na Ucrânia.


Para evitar que fosse identificada, ela disse que vestiu uma jaqueta verde bufante que normalmente são usadas por entregadores de comida. Nas fotos que ela compartilhou com o Times, sua namorada aparece vestindo a jaqueta com uma grande mochila de comida nas costas.


Durante sua jornada de uma semana da Rússia a Belarus e depois à Lituânia, Alyokhina usou botas de plataforma sem cadarços. (Na prisão, lenços umedecidos eram usados no lugar de cadarços, que não eram permitidos). O Times informou que ela usará as mesmas botas quando as Pussy Riot começarem a turnê este mês.


“Acho que a Rússia não tem mais o direito de existir”, disse ela ao Times. “Mesmo antes, havia dúvidas sobre como o país está unido, por quais valores está unido e para onde está indo. Mas agora eu acho que isso não é mais uma questão”.


Alyokhina foi presa várias vezes na última década por suas performances com o grupo feminista Pussy Riot.


O grupo ficou conhecido internacionalmente em 2012, quando executou um hino de protesto anti-Putin criticando o Kremlin e a Igreja Ortodoxa Russa dentro de uma catedral de Moscou. As mulheres, vestidas com máscaras balaclava que escondiam seus rostos, gritavam: “Mãe Maria, por favor, afaste Putin”.


Alyokhina e duas outras mulheres membros do grupo foram consideradas culpadas de “hooliganismo” pela performance e sentenciadas a dois anos de prisão. Ela foi libertada dois meses antes do fim de sua sentença, mas foi detida e mandada para prisão seis vezes desde o verão passado por seu ativismo, informou o New York Times.


Outra integrante do Pussy Riot, Nadezhda Tolokonnikova, que também foi presa por quase dois anos, foi adicionada no ano passado a uma lista de “agentes estrangeiros” russos, a qual exige que os listados sigam “requerimentos rigorosos de relatórios financeiros” e adicionem um aviso de isenção de responsabilidade a qualquer coisa eles publiquem que os identifique como agentes estrangeiros, informou a CNN na época.


Alyokhina disse ao Times que espera retornar à Rússia, mas por enquanto está na Islândia, onde está organizando eventos pró-Ucrânia com a participação de artistas islandeses como Björk.


Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
30°
Tempo limpo

Mín. 19° Máx. 34°

29° Sensação
2.11km/h Vento
33% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h03 Nascer do sol
18h18 Pôr do sol
Qua 34° 21°
Qui 35° 21°
Sex 27° 14°
Sáb 18° 13°
Dom 22° 13°
Atualizado às 17h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 4,91 -1,06%
Euro
R$ 5,74 -1,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 423,711,74 +1,47%
Ibovespa
186,753,81 pts 0.62%
Publicidade
Publicidade
Publicidade