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Mãe vive o drama de ver filho chegar aos 240 quilos depois do alcoolismo

Aos 49 anos, Paulo foi internado pela segunda vez, sem conseguir respirar e completamente alucinado

08/06/2022 às 08h37
Por: Tribuna Popular Fonte: Campo Grande News
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 - Quarto onde Paulo passa os dias, no fundo da casa da mãe. (Foto: Gabriela Couto)
- Quarto onde Paulo passa os dias, no fundo da casa da mãe. (Foto: Gabriela Couto)

Nos últimos 29 anos a cozinheira Vanda, que vamos identificar apenas pelo primeiro nome, vê o filho do meio se afundar na bebida. Paulo, hoje com 49 anos, era um excelente pedreiro, mas se perdeu no alcoolismo e chegou aos 240 quilos. A obesidade mórbida hoje é mais um agravante na história da dependência, drama que serve como alerta sobre o uso de uma droga lícita, o álcool.


Na tarde desta terça-feira (7) uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) teve que buscar Paulo mais uma vez, na residência da família, no bairro Aero Rancho.


Aos gritos de dor e delirando, o paciente foi encaminhado para mais uma internação por não conseguir respirar, mesmo com a ajuda do oxigênio. "Não criei filho para isso", lamentou a mãe.


Nos últimos dias, dona Vanda afirma que envelheceu dez anos. "Ele ficava gritando, pedindo socorro. Vendo gente que já morreu. Não sei mais o que fazer. Não durmo, só vomito e todos estão ficando doentes juntos", lamenta.


O filho nunca assumiu que era alcoólatra. Pessoas com essa doença não conseguem enxergar que precisam de ajuda. "Já cansei para pedir de joelhos para Deus me ajudar e fazer o que for melhor. É muito sofrimento. Não sei mais o que fazer."


A ciência explica a obesidade alcoólica como fator desencadeado pela quantidade de toxinas da bebida. O organismo então prioriza metabolismo do álcool, o que favorece o estoque de gorduras, levando ao sobrepeso e até a obesidade mórbida.


Em lágrimas, a mãe conversou com o Campo Grande News sem saber onde a ambulância levou o filho. "Ele tava muito inchado. Com certeza deve estar no CTI".


O homem sempre bebeu pinga, corote e vodka com 'amigos' que a mãe não gostava. Por conta disso, Paulo pediu para morar em um quarto, nos fundos de casa, onde entrava por um portão. "Ele vinha bêbado, trombando nas paredes. Nunca quis ajuda. E fala que quando sarar, vai voltar a beber", lamenta.


A família precisa de ajuda para manter Paulo, que não consegue mais nem fazer a própria higiene. Ele usa dois pacotes de fraldas extra grandes por dia. É preciso unir uma fralda a outra para caber no obeso. Além disso, a médica que atendeu o caso falou que é preciso ter uma estrutura com cama hospitalar, cadeira de banho e cadeira de rodas.


A reportagem entrou em contato com o Hospital Regional, onde o paciente foi internado e com a Secretaria de Assistência Social do Município para saber o quadro do paciente, mas até a publicação da matéria não teve resposta.


Quem puder ajudar Paulo com a compra de insumos pode entrar em contato com família pelos telefones (67) 9 9277-6416 ou 9 9296-6871.


Serviço - Quem quiser conhecer e participar do AA (Alcoólicos Anônimos), pode entrar em contato com o grupo pelo telefone (67) 3383-1854. Em Campo Grande há diversos grupos em todas as regiões da cidade.


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