
O dólar caía 0,31%, cotado a R$ 5,213, por volta das 9h25 desta sexta-feira (24), enquanto o mercado digere o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de junho, considerada a prévia da inflação oficial do Brasil.
O indicador teve alta de 0,69%, levemente acima da mediana de expectativas do mercado, de 0,68%, impulsionado pelo subitem de planos de saúde. Entretanto, o acumulado de 12 meses foi menor que o de maio, 12,04% ante 12,20%, indicando uma leve desaceleração do processo inflacionário.
A moeda norte-americana deve encerrar a semana com a quarta valorização consecutiva, impulsionada pela aversão a riscos dos investidores em meio a temores crescentes de uma recessão global devido a ciclos de alta de juros pelo mundo e pelo retorno de temores de um descontrole fiscal por parte do governo, com medidas voltadas para redução de preços de combustíveis e aumento de gastos para auxílios sociais.
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Neste pregão, o Banco Central fará leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de agosto de 2022. A operação do BC ajuda a dar liquidez na moeda, mas especialistas consultados pelo CNN Brasil Business apontam que o órgão poderia atuar mais para conter a volatilidade do câmbio.
Na quinta-feira (23), o dólar fechou em alta de 0,97%, a R$ 5,229. Já o Ibovespa encerrou em queda de 1,45%, aos 98.080,34 pontos, no menor patamar desde 3 de novembro de 2020.
Os investidores ainda mantém uma forte aversão global a riscos desencadeada por temores sobre uma possível desaceleração econômica generalizada devido a uma série de altas de juros pelo mundo para conter níveis recordes de inflação, o que prejudicaria diversos tipos de investimentos.
A principal causa para essa aversão é o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos, com a elevação mais recente anunciada pelo Federal Reserve em 15 de junho. O órgão elevou os juros em 0,75 ponto percentual, na maior alta desde 1994, e deixou uma porta aberta para um aumento na mesma magnitude em julho.
Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança e favorecem o dólar, mas prejudicam os mercados de títulos e as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.
Ao mesmo tempo, o Banco Central Europeu (BCE) sinalizou altas de juros a partir de julho, enquanto a China enfrenta um novo aumento de casos de Covid-19 com temores de novas restrições e o risco fiscal no Brasil voltou a ganhar força.
Com isso, a combinação de um cenário doméstico debilitado, com o retorno de riscos fiscais e temores sobre interferências na Petrobras, e a perspectiva no exterior de fortes apertos monetários voltaram a prejudicar o mercado brasileiro.
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*Com informações da Reuters
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