Terça, 07 de Julho de 2026
13°C 25°C
Jardim, MS
Publicidade

Emirados Árabes querem mais investimentos no Brasil e acordo com o Mercosul

Mensagem foi dada pela ministra de Cooperação Internacional dos Emirados Árabes, Reem Al Hashimy, em visita a Brasília na semana passada

19/06/2023 às 10h18
Por: Tribuna Popular Fonte: CNN Brasil
Compartilhe:
 gleidiconrodrigues por Pixabay - Bandeira do Brasil
gleidiconrodrigues por Pixabay - Bandeira do Brasil

Com cerca de US$ 20 bilhões investidos no Brasil, tendo como destaque ativos na área de infraestrutura e a compra de uma refinaria da Petrobras na Bahia, os Emirados Árabes Unidos (EAU) querem aumentar seus negócios com o país e estão interessados em um acordo de parceria econômica com o Mercosul.


A mensagem foi dada pela ministra de Cooperação Internacional dos Emirados Árabes, Reem Al Hashimy, em visita a Brasília na semana passada. Ela liderou uma comitiva com representantes de mais de dez grandes empresas e fundos do país.


Fizeram parte da delegação executivos do Mubadala, dona da refinaria Landulpho Alves (BA) e da concessionária de rodovias Rota das Bandeiras (SP), além de controladora do Metrô Rio e do Porto do Açu (RJ).


Também vieram representantes da DP World, uma das maiores empresas portuárias do mundo, que administra um terminal privado em Santos (SP), e companhias ou fundos com pouco ou ainda nenhum investimento relevante no Brasil.


É o caso do ADIA (fundo soberano de Abu Dhabi), que detém mais de US$ 700 milhões em ativos globais, e a petroleira Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) e do ADIA (fundo soberano de Abu Dhabi), além de companhias na área de defesa e de agricultura.


Em entrevista à CNN, a ministra Reem Al Hashimy destacou o início de “conversas exploratórias” com o Mercosul para uma parceria econômica à semelhança da celebrada pelos Emirados Árabes com a Índia, que entrou em vigência no ano passado. “Estamos decididos a negociar um acordo com o Mercosul”, afirmou.


O acordo Emirados Árabes-Índia reduz ou elimina mutuamente as tarifas de importação sobre 80% dos bens, facilita o acesso para 11 setores de serviços, remove barreiras técnicas “desnecessárias” ao comércio e amplia as possibilidades de participação das empresas dos dois lados em licitações públicas.


“Nós acreditamos que [um acordo com o Mercosul] vai beneficiar as duas regiões”, disse Reem, sem indicar um cronograma para a evolução das negociações. O comércio Brasil-Emirados Árabes atingiu US$ 5,7 bilhões no ano passado.


Na capital brasileira, ela reuniu-se com pelo menos quatro ministros: Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Marina Silva (Meio Ambiente) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).


Também esteve com o chefe da assessoria internacional da Presidência da República, Celso Amorim, e com a secretária-geral das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, entre outras autoridades.


Os Emirados Árabes entraram recentemente no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), mais conhecido como Banco dos Brics, e manifestou a intenção de aderir ao grupo — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.


“O mecanismo para se juntar aos Brics não é muito claro e direto. No final do dia, dependerá dos membros dos Brics decidir”, comentou Reem.


A ministra falou ainda sobre iniciativas que, no passado recente, foram encarados como sinal de insegurança jurídica para os investimentos dos Emirados Árabes no Brasil, como a derrubada de pedágios na Linha Amarela, no Rio de Janeiro, uma concessão viária controlada pelo Mubadala.


Reem minimizou esses movimentos e disse que o mais importante é ter canais abertos de diálogo. “Eu estou comprometida com um diálogo aberto. Quando se tem canais de comunicação, isso ajuda a reduzir qualquer tensão que possa existir”.


Os Emirados Árabes e o Brasil assinaram, recentemente, dois tratados importantes para melhorar o ambiente de negócios. Um deles é o acordo para evitar dupla tributação, que foi promulgado em 2021.


Já o acordo de cooperação e facilitação de investimentos (ACFI), que cria mecanismos permanentes de consulta bilateral e prevenção de conflitos, foi aprovado pelo Congresso Nacional em maio. Só falta a promulgação.


Em abril, ao voltar de viagem à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma escala em Abu Dhabi e encontrou-se com o xeique Mohammed bin Zayed Al-Nahyan.


Na ocasião, houve um compromisso de investimento de R$ 12 bilhões — ao longo de dez anos — na construção de uma fábrica de diesel verde e de querosene de aviação sustentável na Bahia.


Em sua passagem pelo Brasil, Reem visitou a Universidade de Brasília (UnB) e anunciou uma doação de US$ 2 milhões para restaurar a biblioteca central da universidade.


* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
23°
Tempo limpo

Mín. 13° Máx. 25°

23° Sensação
0.21km/h Vento
46% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h23 Nascer do sol
18h15 Pôr do sol
Qua 28° 14°
Qui 32° 16°
Sex 33° 18°
Sáb 33° 19°
Dom 23° 19°
Atualizado às 11h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,14 +0,28%
Euro
R$ 5,89 +0,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 346,322,87 -1,02%
Ibovespa
172,033,03 pts -0.24%
Publicidade
Publicidade
Publicidade