
Conflitos no lado venezuelano da fronteira com o Brasil deixaram cerca de 25 mortos e 84 feridos desde a última sexta-feira, de acordo com relato de Emilio González, prefeito de Gran Sabana, municipalidade próxima a Roraima. Ele contou, em entrevista a jornalistas, ter percorrido rotas clandestinas para deixar o país natal, onde se diz perseguido pelo regime de Nicolás Maduro.
Ao atingir a cidade roraimense de Pacaraima, neste domingo 24, González pediu ajuda internacional e descreveu a violência no lado venezuelano. “O último rincão que tínhamos na Venezuela foi tomado por Maduro. Estão atacando, há sangue no caminho e nas ruas”, declarou.
O número de vítimas informado pelo prefeito não foi confirmado por órgãos oficiais. Neste domingo, militares do regime de Nicolás Maduro, da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), atacaram manifestantes do lado brasileiro da fronteira, iniciando um confronto que durou cerca de duas horas. Como resposta, soldados brasileiros montaram um bloqueio na área.
Na última quinta-feira, Maduro ordenou que a fronteira da Venezuela com o Brasil fosse fechada, impedindo assim a entrada de ajuda humanitária vinda de Roraima. O encaminhamento das doações é apoiado por Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, que se autoproclamou chefe de Estado interino da Venezuela e conta com o apoio de países como Brasil e Estados Unidos, além da União Europeia – que consideram fraudulentas as eleições que elegeram Maduro.
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