
A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 23, aumento médio de R$ 0,0396 no preço do litro de gasolina nas refinarias, após 18 dias sem sofrer modificação. O reajuste equivale a uma alta de 2,05%. O combustível passará a custar em média 1,9750 real por litro, maior valor desde 30 de outubro de 2018, quando o combustível estava cotado em 1,9855 real, segundo dados publicados anteriormente pela Petrobras.
Esse reajuste veio um dia após a estatal anunciar mudança na divulgação dos preços tanto da gasolina como do diesel. A petroleira passou a atualizar diariamente em seu site o valor dos combustíveis em cada um dos 37 pontos de venda que atua no país. Anteriormente, era publicado apenas o preço médio diário.
Assim, a companhia interrompeu uma série histórica dos preços da gasolina e do diesel vendidos em suas refinarias iniciada na gestão de Pedro Parente, em maio de 2016, e que diariamente informava o preço médio que seria praticado no país.
Os importadores de combustíveis criticaram o aumento, dizendo que ele foi pequeno e que não cobre a defasagem acumulada em um período de alta das cotações internacionais do petróleo. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, o aumento é “para inglês ver”, referindo-se à defasagem de mais de R$ 0,10 em relação à gasolina no mercado internacional. “Aos poucos (a Petrobras) vai matando os concorrentes e estabelecendo o monopólio. A defasagem continua muito elevada”, afirma.
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