Terça, 18 de Agosto de 2026
20°C 37°C
Jardim, MS
Publicidade

Circuito Técnico Amipa 2025: terceira etapa destaca algodão em Ibiaí (MG)

O evento oportunizou aos participantes o debate sobre manejos e a troca de saberes técnicos dentro do ambiente da lavoura

26/06/2025 às 16h29
Por: Tribuna Popular Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Licio Pena/Acervo Amipa
Licio Pena/Acervo Amipa

A terceira etapa do Circuito Técnico Amipa 2025 (CTA) aconteceu em 12 de junho, nas Fazendas Fortaleza e Soberana, em Ibiaí (MG), reunindo produtores, técnicos, pesquisadores e estudantes em torno de um tema central: a adaptabilidade e o manejo do algodoeiro no clima desafiador do Norte de Minas.

O professor Dr. Fábio Echer, pesquisador da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), conduziu a discussão sobre a importância estratégica do algodão para a diversificação da agricultura regional e o uso de práticas sustentáveis de irrigação e cobertura do solo.

Algodão como opção estratégica

Para Echer, o algodoeiro se destaca em ambientes de baixa pluviosidade devido à sua menor demanda hídrica, em comparação a culturas como grãos e hortifruti. “O algodão, bem manejado em sistema irrigado, pode integrar rotações de culturas que reduzam doenças de solo e melhorem a eficiência no uso da água e da energia”, explica. O pesquisador ressalta que a adoção de plantas de cobertura — que refletem radiação e mantêm o solo mais fresco — amplia a profundidade do sistema radicular e protege a planta contra estresses térmicos, especialmente durante as noites quentes, quando a ausência de transpiração agrava o calor noturno.

Nutrição equilibrada e reguladores de crescimento

Echer enfatizou a importância de um programa de nutrição balanceado, com atenção especial a nutrientes que favorecem o desenvolvimento radicular, como fósforo, cálcio e boro, bem como ao controle de alumínio no solo. “O uso moderado de nitrogênio, aliado ao manejo com regulador de crescimento para limitar o porte da planta a cerca de 1,15 m, direciona energia às estruturas reprodutivas e reduz o risco de cavitação, evitando o acúmulo excessivo de biomassa vegetativa e o consumo exagerado de água”, detalha.
 
Eventos descentralizados e impacto local

O pesquisador também enalteceu a estratégia de descentralização do Circuito Técnico, destacando que microrregiões como Ibiaí têm demandas específicas que precisam ser debatidas in loco. “Esses eventos regionais permitem ir à raiz dos problemas locais e engajar equipes técnicas e produtores no diagnóstico e na adoção de soluções customizadas”, afirma, citando o feedback positivo colhido ao final de suas apresentações.

Programação e próximos passos

Além da palestra de Echer, a programação incluiu visita guiada às áreas de teste de irrigação e cobertura do solo nas Fazendas Fortaleza e Soberana, demonstração de tecnologias de aplicação e sessão de perguntas para troca direta entre pesquisadores e agricultores.

A etapa de Ibiaí marca a continuidade do CTA que, em 2025, percorre as principais regiões algodoeiras de Minas Gerais para difundir a cotonicultura e debater tecnologias e inovações. Foi organizada pela Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) com apoio do Grupo de Estudos do Algodão Mineiro (GEAM) e patrocinada pela Bayer e Deltapine.

A próxima etapa do Circuito acontecerá em 26 de junho, em Patos de Minas (MG), na sede da Fazenda Experimental da Amipa.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
35°
Tempo limpo

Mín. 20° Máx. 37°

33° Sensação
3.25km/h Vento
16% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h05 Nascer do sol
18h31 Pôr do sol
Qua 36° 16°
Qui 25° 15°
Sex 27° 12°
Sáb 29° 11°
Dom 31° 14°
Atualizado às 16h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,21 +0,16%
Euro
R$ 6,03 +0,15%
Peso Argentino
R$ 0,00 -3,03%
Bitcoin
R$ 356,686,01 +0,44%
Ibovespa
166,334,86 pts -0.27%
Publicidade
Publicidade
Publicidade