
A Justiça do México decretou a prisão do ex-presidente da petrolífera estatal Pemex Emilio Lozoya por suposto esquema de corrupção que envolveria a empreiteira brasileira Odebrecht. Nesta quarta-feira, porém, suspendeu sua captura até o dia 4 de junho. Vinculado ao mesmo escândalo, o presidente da siderúrgica Altos Hornos de México (AHMSA), Alonso Ancira, foi efetivamente preso pela Interpol em Maiorca, na Espanha.
O esquema teria desviado 500 milhões de dólares. A investigação é a primeira de alto escalão instaurada pelo governo de esquerda de Andrés Manuel López Obrador, que tomou posse em dezembro passado com a promessa de acabar com a corrupção na segunda maior economia da América Latina, segundo a EBC.
O chefe da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) da Secretaria da Fazenda, Santiago Nieto, disse ter apresentado três acusações à Procuradoria-Geral contra Emilio Lozoya, que está foragido. O escândalo envolve a operação de compra da empresa Agronitrogenados da AHMSA pela Pemex e também as transferências de dinheiro da siderúrgica para uma offshore da Odebrecht que, por sua vez, teria movimentado os recursos para contas de Lozoya e seus familiares.
Em seu relatório ao Ministério Público, a UIF informou que foram identificados nos sistemas financeiro nacional e internacional “múltiplas operações com recursos supostamente não procedentes de atividades lícitas, aos que se presumem ser derivados de atos de corrupção”.

Alonso Ancira, da empresa Altos Hornos de México, chega ao tribunal em Palma de Maiorca: ‘vendeta’ de López Obrador – 29/05/2019 (STR/AFP)
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