
Começou nesta quarta-feira, 29, na Argentina, a quinta greve geral de 24 horas de duração contra as políticas de Mauricio Macri, presidente argentino que concorrerá à reeleição neste ano. Segundo a mídia local, os protestos ganham força porque, além da peronista Confederação Nacional do Trabalho (CGT), diversos setores aderiram à paralisação. Entre eles, os de transportes, ferroviário e professores.
A greve foi iniciada na madrugada, com a parada total dos transportes públicos e dos caminhoneiros. A concentração para os protestos começou às 6 da manhã (horário local) nos arredores da capital argentina, Buenos Aires.
Sem transporte de passageiros, escolas ou trabalho em repartições públicas e bancos, muitas ruas de Buenos Aires estavam vazias antes das manifestações. Para garantir o sucesso da greve, vários piquetes de sindicatos e e partidos de esquerda bloqueavam o trânsito de veículos em alguns acessos à capital argentina.
Uma das demandas dos grevistas é a correção do salário mínimo com base na inflação, que chegou a cerca de 50% nos últimos 12 meses. As tarifas de serviços de energia elétrica e gás, elevadas com o fim dos subsídios concedidos pelo governo para a redução do déficit fiscal, são outros alvos dos protestos. A eliminação das subvenções é tida como uma das causas de a pobreza ter atingido 32% da população neste ano, segundo dados oficiais.
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