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Selva urbana, Hospital São Julião é reduto de animais silvestres na Capital

26/06/2019 às 08h24
Por: Tribuna Popular
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Roberto Pellizzer tem 42 anos e em todos ele viveu no Hospital São Julião. Os pais, italianos, vieram para o Brasil atuar como voluntários na instituição de saúde e no local tiveram e criaram os cinco filhos. O carinho pelo lar que o acolheu, ele transformou em talento para registrar as riquezas naturais presentes todos os dias nos bosques do local.
“Eu morei durante mais de 20 anos no Hospital São Julião e continuo trabalhando na parte administrativa do local. Eu nasci aqui, na década de 70, meus pais são de fora, italianos e voluntários e vieram trabalhar no hospital, onde eu morei também”, afirma Roberto.

A família Pellizzer tem uma relação de amor duradoura com o Hospital São Julião. Além dos pais de Roberto, outra irmã dele também trabalha no hospital. “Eu fui muito abençoado de crescer no São Julião, é um prazer muito grande e uma benção. Aqui é um lugar especial, poder entrar em contato com essa natureza, isso nos fortaleceu. Me sinto em uma fortaleza”, ressalta.

Na fortaleza de Roberto há muita natureza, uma fauna rica e que rendeu milhares de fotos de mamiferos, aves e espécies consideradas raras na região, como Jaguarundi, uma espécie de Puma (Puma yagouaroundi), que também é conhecido como gato-mourisco,  um mamífero carnívoro da família dos felídeos nativo do sul da América do Norte, passando por todo o Brasil até ao norte da Argentina.

Apesar de não correr risco de extinção, é difícil avistar um tão próximo dos seres humanos. No Nordeste, a coloração do pelo costuma ser avermelhada, enquanto em Mato Grosso do Sul, ele apareceu na versão acinzentada.
Para Roberto, o momento do registro ficou gravado na memória. “Foi no dia 14 de maio de 2018 e sem querer. Eu estava andando pelo local quando o avistei. Foi questão de segundos para fazer a foto e também consegui um vídeo dele”, relembra.

Livro

Depois desse episódio, Roberto nunca mais viu o felino, mas alguns colaboradores do hospital relataram que ele continua nas redondezas. Assim como todos os animais do local, ele não deve ser incomodado. “Aqui sempre priorizamos a preservação ambiental. Não pode caçar, nem pescar, nós convivemos com os animais em harmonia”, ressalta.

Com as fotos, Roberto criou um e-book que reúne as imagens mais marcantes que ele ja fez na região. “O livro chama Animais do São Julião. Conseguimos publicar alguns exemplares, mas ficou em e-book mesmo, porque são recursos próprios, familiares”, ressalta.

*Correio do Estado

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