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Eleição para o governo em MS pode repetir 2022, com apoio de familiares de Bolsonaro

A eleição para o Governo do Estado no próximo ano pode trazer uma nova divisão no grupo que se declara como de direita em Mato Grosso do Sul, lembrando a última eleição, em 2022

29/11/2025 às 11h11
Por: Tribuna Popular Fonte: Investiga MS
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O governador Eduardo Riedel (PP) terá novamente o PL, principal partido de direita na aliança, mas pode enfrentar novamente uma divisão do grupo bolsonarista.

Desta vez, o responsável pela divisão deve ser o deputado federal Marcos Pollon (PL), que lançou pré-candidatura ao Governo do Estado. Ele tenta candidatura no PL, mas deve sair do partido porque há um acordo de Jair Bolsonaro (PL) para eleição de Riedel.

A eleição pode repetir 2022, quando Bolsonaro apoiou Riedel na coligação, mas acabou declarando voto em Capitão Contar (PRTB) durante o debate, o que lhe carregou para o segundo turno.

Proximidade com familiares de Bolsonaro

Nesta eleição, Pollon não tem o apoio do PL e nem de Bolsonaro, mas é próximo da ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, e do filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro.

Eduardo, inclusive, já declarou apoio à candidatura de Pollon ao Senado. Pollon agradeceu, mas continua declarando pré-candidatura ao Governo.

A esposa dele, Naiane Bitencourt, foi lançada como pré-candidata à deputada federal, sinalizando que deve mesmo concorrer a um cargo majoritário. Naiane foi anunciada como pré-candidata por Michele Bolsonaro, que também lhe elegeu presidente do PL Mulher em Mato Grosso do Sul. A proximidade entre Michele e o casal é tamanha que a ex-primeira-dama foi convidada para ser madrinha do casamento deles.

Apesar da proximidade com familiares do ex-presidente, Pollon não tem apoio do partido. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, declarou à reportagem que o apoio a Eduardo Riedel é óbvio e faz parte de um combinado com o grupo político no Estado.

Dificuldade no PL

Caso não consiga disputar no PL, Pollon pode concorrer no Partido Novo, que lhe abriu as portas. A campanha seguiria o modelo de Contar, com pouco tempo e recurso, dependendo da rede social e apoio da direita que é contra o grupo liderado por Riedel e Reinaldo Azambuja.

Na eleição passada, Riedel e Reinaldo não tinham o controle do PL. Hoje, Reinaldo comanda o partido, mesmo contra vontade de lideranças como João Henrique Catan (PL) e o próprio PL, que não quiseram compor o novo diretório.

Eles sempre se posicionaram contra a aproximação, mas não tiveram força para vencer o acordo costurado na eleição para Prefeitura de Campo Grande.

Bolsonaro chegou a prometer apoio a Adriane Lopes (PP), mas recuou após acordo com Reinaldo e Riedel, que o levou a declarar aliança com Beto Pereira (PSDB), candidato do PSDB. A união não foi suficiente para levar Beto nem para o segundo turno, mas Reinaldo foi obrigado a cumprir o acordo de filiação ao PL, para que o partido não ficasse solto e enfrentasse o grupo na eleição do próximo ano.

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