Domingo, em um comunicado distribuído pela sua relações públicas Nancy Seltzer, chamou as acusações de “profundamente preocupantes e, como apresentadas, imprecisas”.
“Mesmo assim, ainda é doloroso ouvir que eu possa ter chateado alguém ou deixá-las desconfortáveis -independentemente de quanto tempo faz ou das minhas melhores intenções”, disse o comunicado de Domingo. “Eu acreditava que todas minhas interações e relações haviam sido acolhidas e consensuais.”
A Ópera de San Francisco e a Orquestra da Filadélfia informaram que cancelaram apresentações de Domingo em setembro e outubro.
A Metropolitan Ópera de Nova York, onde Domingo deve se apresentar em “Macbeth”, no próximo mês, e “Madame Butterfly”, em novembro, disse, em um comunicado, que levou as acusações de assédio sexual e abuso de poder a sério, mas aguardaria os resultados da investigação da Ópera de Los Angeles “antes de tomar decisões finais sobre o futuro do senhor Domingo no Met”.
Domingo, 78 anos, é um dos mais famosos cantores e diretores de ópera no mundo, a Ópera de Los Angeles o descreveu, na terça-feira, como uma “força dinâmica” presente no estabelecimento por mais de 30 anos. Ele foi um dos “Três Tenores”, ao lado de José Carreras e Luciano Pavarotti, que levaram a ópera a um público mais amplo, com apresentações ao redor do mundo nos anos 1990.
No comunicado enviado pela sua representante, Domingo acrescentou que, embora não tenha intencionalmente ferido, ofendido ou envergonhado ninguém, “reconhece que as regras e padrões pelos quais somos -e deveríamos ser- medidos atualmente são muito diferentes daqueles do passado”.
