
Os Estados Unidos impuseram sanções ao petroleiro iraniano Adrian Darya-1, liberado por Gibraltar há quase duas semanas, e agora afirmam que possuem "informações confiáveis" de que a embarcação está indo para a Síria, desafiando sanções internacionais contra o regime de Bashar al-Assad.
"Temos informações confiáveis segundo as quais o petróleo está a caminho de Tartus, na Síria", escreveu no Twitter na noite de ontem (30) o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.
A punição atinge tanto o petroleiro quanto o capitão do navio. Num próximo passo, o governo americano pode vir a determinar medidas de retaliação contra portos e empresas que tenham negócios envolvendo o cargueiro.
"Isso serve de lição para todo aquele tentado a apoiar o petróleo iraniano em movimento destinado ao regime assassino de Assad", escreveu no Twitter John Bolton, secretário de Segurança Nacional do presidente americano, Donald Trump.
O cargueiro, que era anteriormente chamado de Grace-1 e que transporta 2,1 milhões de barris de petróleo, carga avaliada em 130 milhões de dólares, foi detido em 4 de julho perto da costa de Gibraltar, por suspeitas de que transportava petróleo destinado à Síria, violando um embargo da União Europeia (UE). A apreensão acabou elevando as tensões entre o Reino Unido e o Irã, com Teerã negando qualquer violação.
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