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Captura de Nicolás Maduro: veja o que dizem os países sobre a ação dos EUA

Governos da Rússia, Cuba e Colômbia reagem à operação militar confirmada por Donald Trump em território venezuelano

03/01/2026 às 08h08
Por: Tribuna Popular Fonte: CNN Brasil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o ataque militar dos EUA à Venezuela e disse que o ditador Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país • REUTERS/Maxwell Briceno REUTERS/Kent Nishimura
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o ataque militar dos EUA à Venezuela e disse que o ditador Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país • REUTERS/Maxwell Briceno REUTERS/Kent Nishimura

Diversas nações manifestaram-se neste sábado (3) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a realização de ataques militares e a captura de Nicolás Maduro na Venezuela. Enquanto aliados de Caracas condenam a intervenção armada, países europeus pedem moderação e monitoram a segurança de cidadãos na região.

A Rússia classificou a operação como um "ato de agressão armada" e defendeu que as partes evitem uma escalada, focando em soluções via diálogo. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, descreveu a ação como um ataque "criminoso".

Já o governo da Colômbia manifestou "profunda preocupação" e rejeitou medidas unilaterais que coloquem em risco a população civil. Internamente, o governo venezuelano decretou emergência nacional e mobilizou planos de defesa.

Na Europa, a Espanha solicitou o respeito ao direito internacional e a desescalada do conflito. Alemanha e Itália confirmaram que equipes de crise acompanham os desdobramentos em Caracas e a situação de suas comunidades no país.

A União Europeia, por meio da chefe de política externa, Kaja Kallas, cobrou "moderação". Em um post no X, Kallas disse ter conversado com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio sobre os ataques militares.

"A UE afirmou repetidamente que o SR. Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos a moderação", escreveu.

Em contrapartida, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou o ataque dos EUA à Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro. Em uma publicação no X, Milei reproduziu a notícia da captura de Maduro e escreveu: "A liberdade avança".

Ainda na América do Sul, o governo do Chile expressou "preocupação" com a situação. O presidente Gabriel Boric fez uma publicação pedindo "adesão aos princípios básicos do Direito Internacional": "a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira".

Entenda o caso

A operação militar teve início por volta das 3h (horário de Brasília) deste sábado, com explosões e fumaça registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira por cerca de 90 minutos.

Donald Trump afirmou que a ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, que foram retirados do território venezuelano.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, confirmou que o paradeiro do líder é desconhecido pelo governo local.

 

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