
Moradora das margens do Rio Aquidauana, em Terenos — município localizado a cerca de 30 quilômetros de Campo Grande — ainda está cabreira com um registro inusitado feito na noite de segunda-feira (12). Câmeras de segurança da propriedade flagraram pontos luminosos em movimento, levantando questionamentos: seriam insetos, um OVNI (Objeto Voador Não Identificado), extraterrestres ou até alguma figura lendária do folclore?
Preferindo não se identificar, a moradora, de 65 anos, conta que os cachorros ficaram inquietos e começaram a latir e rosnar. Como a região é pouco habitada, ela decidiu conferir as imagens das câmeras de segurança e percebeu um movimento de luz, além de outro ponto luminoso em meio à mata.
“Moro a cerca de 150 metros do rio e é a primeira vez que algo assim aparece nas câmeras. Não é drone. Só se for um inseto muito grande, porque se movia em direção ao céu, à mata e depois voltava. Achei muito estranho”, relata.
O brilho permanece registrado por mais de três minutos no alcance da câmera instalada na varanda. A moradora afirma que chegou a ir até o local para tentar identificar algum objeto que pudesse causar reflexo e também conversou com vizinhos, mas o mistério persiste para ela.
“Eu não saí de dentro de casa porque fiquei com medo. Nunca aconteceu nada parecido antes”, disse.
De acordo com a empresa internacional de suporte em sistemas de câmeras de segurança SimpliSafe, o registro de “orbes” luminosos — muitas vezes associados a aparições fantasmagóricas — é mais comum do que se imagina, especialmente durante gravações noturnas.
A explicação é simples: quando esses pontos parecem estar em movimento, trata-se geralmente de partículas de poeira, insetos ou outros detritos suspensos no ar que passam muito próximos à lente da câmera. O fenômeno é considerado normal e não pode ser eliminado completamente. Ainda assim, partículas fixas ou recorrentes podem ser reduzidas com a limpeza cuidadosa da lente.
A empresa orienta ainda que, caso poeira ou partículas acionem o sensor com frequência, é possível ajustar a sensibilidade de movimento do equipamento. “Os sistemas contam com modos diurno e noturno integrados, que reduzem automaticamente a sensibilidade em ambientes com pouca luz — condição em que há maior chance de detecção dessas partículas suspensas no ar”, explica.
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