
A videolaparoscopia é cada vez mais utilizada no Brasil e no mundo. De acordo com estudo publicado pela revista científica Revista FT (ISSN 1678-0817), a videolaparoscopia já é uma técnica consolidada com benefícios claros para o paciente, especialmente no que diz respeito à recuperação pós-operatória. No entanto, para sua realização, ela depende da experiência da equipe e da infraestrutura do hospital.
A modalidade usa pequenas incisões para a inserção de um laparoscópio (câmera de alta resolução) e demanda menor tempo de recuperação, redução do risco de infecções, menor dor pós-operatória e cicatrizes menos visíveis.
Para o Dr. Júnior Pires, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, a técnica cirúrgica videolaparoscopia pode ser uma alternativa eficaz para quem deseja ter um novo estilo de vida. O médico revela que, independentemente do nível da cirurgia, a videolaparoscopia pode ser aplicada, oferecendo aos pacientes seus inúmeros benefícios por ser uma via minimamente invasiva.
“Todas as cirurgias do aparelho digestivo podem ser realizadas por videolaparoscopia, desde as de menor porte, como cirurgias de vesículas, até as mais complexas, como para câncer de pâncreas”, explica.
“Existem inúmeras diferenças entre as cirurgias convencionais e as cirurgias por videolaparoscopia. Por ser realizada de forma minimamente invasiva, com cortes menores do que um centímetro, a videolaparoscopia oferece ao paciente um intraoperatório e pós-operatório mais seguros, uma vez que o trauma cirúrgico é muito menor”, evidencia.
Segundo o Dr. Júnior Pires, o paciente que opta em ser operado por videolaparoscopia pode esperar alguns benefícios pós cirúrgicos:
Modalidade cirúrgica deve ser primeira opção para cirurgia bariátrica
Na visão do Dr. Júnior Pires, todos os pacientes devem ter a videolaparoscopia como primeira escolha, pelo menor índice de complicações. Porém, para alguns grupos a modalidade de videolaparoscopia, principalmente na cirurgia bariátrica, acaba se tornando praticamente obrigatória, por fazer diferença significativa nos resultados.
“Nesses grupos, encontramos os pacientes obesos pela menor chance de desenvolver hérnias, idosos pela recuperação mais rápida e pacientes diabéticos, por apresentarem uma melhor cicatrização pós-operatória”, detalha.
O sobrepeso e a obesidade devem afetar quase 3 bilhões de adultos até 2030, conforme uma estimativa presente no Atlas Mundial da Obesidade 2025. A projeção alerta que cerca de metade (50%) da população adulta mundial estará acima do peso nos próximos cinco anos.
Pessoas com obesidade têm mais chances de desenvolver doenças como pressão alta, diabetes, problemas nas articulações. Indivíduos com sobrepeso também têm uma probabilidade maior de sofrer com dificuldades respiratórias, gota, pedras na vesícula e algumas formas de câncer.
Segundo o Dr. Júnior Pires, alguns cuidados são essenciais antes de optar por uma cirurgia bariátrica. “O paciente deve primeiramente escolher uma equipe habilitada, treinada e capaz de oferecer um pré, intra e pós-operatórios seguros e com comodidade, de modo que o processo seja tranquilo e com resultados duradouros”.
Para o médico, trabalhar a mudança de hábitos e comportamentos é o primeiro passo para quem se propõe a uma cirurgia bariátrica. “Logo, já no pré-operatório o paciente deve tratar possíveis compulsões alimentares, iniciar atividade física regular e ter uma melhor relação com os alimentos, buscando sempre opções saudáveis”, alerta.
O Dr. Júnior Pires também destaca que a videolaparoscopia em cirurgia bariátrica é, hoje, quase uma regra absoluta: o pós-operatório é mais tranquilo e os riscos após a implantação da técnica no universo da cirurgia bariátrica caíram para cifras abaixo de 1%.
“Além disso, com a videolaparoscopia o cirurgião pode melhorar sua performance técnica, entregando cirurgias muito mais resolutivas e com resultados duradouros”, esclarece.
A técnica também pode ser utilizada atualmente para outras cirurgias, como a de hérnia inguinal. O médico explica que, nesse caso, dependendo da atividade profissional do paciente, a cirurgia convencional para correção da hérnia inguinal — realizada por meio de um corte na região da virilha — pode exigir um afastamento superior a 40 dias para garantir uma recuperação adequada. Já a abordagem laparoscópica pode oferecer um retorno mais rápido ao trabalho, devido ao menor trauma cirúrgico.
O especialista em cirurgia do aparelho digestivo também evidencia que a videolaparoscopia é o método mais utilizado para retirar a vesícula biliar, por ser uma técnica segura e minimamente invasiva.
“O procedimento é feito por meio de pequenas incisões no abdome, onde são introduzidos uma câmera e instrumentos delicados que permitem visualizar e remover a vesícula com precisão. Por causar menos trauma, essa técnica oferece recuperação mais rápida, alta hospitalar precoce e cicatrizes pequenas”, explica.
Sobre o Dr. Júnior Pires
O Dr. Júnior Pires (CRM 10650 - RQE 6057/RQE 8930) é médico graduado pela Universidade Federal da Paraíba, onde concluiu a residência em cirurgia geral. Especializou-se em cirurgia do aparelho digestivo pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, somando experiência em doenças do trato gastrointestinal.
Para mais informações, basta acessar: https://drjuniorpirescirurgiao.com.br/
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