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Queimadas na Amazônia são discutidas no Congresso dos EUA

10/09/2019 às 14h14
Por: Tribuna Popular
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As queimadas na Amazônia foram debatidas no Comitê das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos na manhã desta terça (10).






A Casa é controlada pelo Partido Democrata, de oposição ao presidente Donald Trump.





Uma das convidadas foi a economista Monica de Bolle.





“Incêndios na Amazônia no Brasil representam um fracasso de política, na medida em que as agências públicas que devem frear queimadas iniciadas pelas pessoas foram deliberadamente enfraquecidas”, ela disse.





Os incêndios acontecem todos os anos, afirmou, mas o número aumentou em 2019.





“As queimadas não são só uma tragédia, mas uma oportunidade para o Brasil e os EUA pararem de negar a mudança climática e cooperarem para preservar a floresta amazônica e encontrar maneiras de usar seus recursos naturais de uma forma sustentável”, falou De Bolle.





Dan Nepstad, do Earth Innovation Institute, que viveu no Brasil, na cidade de Paragominas, para sua pesquisa de doutorado, disse que a Amazônia é importante por conta de seu papel no sistema global de clima.





A situação atual é grave, mas não é inédita, de acordo com ele. “Há muitas queimadas, mas não é um ano sem precedente. Muitos dos fogos são persistentes na mesma posição –há queimada de trechos de floresta que já estavam derrubadas”.



O Brasil, de acordo com ele, não foi devidamente recompensado por atingir algumas metas de preservação, e isso causa uma frustração entre governadores do país.





Ele ainda disse que não é o momento para sair de acordos comerciais e sinalizar ao Brasil que se o país parar de desmatar, haverá benefícios, o que precisa se traduzir em ganhos financeiros.





Por, o ex-diplomata americano William Millan, diretor de uma fundação para a conservação ambiental, disse que cerca de 20% da floresta já foi desmatada.





Isso acontece na América do Sul como um todo, disse ele, mas, no Brasil, é mais intenso.






É uma indicação de que há políticas que podem ser reforçadas, e que isso depende de vontade do governo.


*G1





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