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Desaparecida, Tereza terá que peitar Reinaldo e PL novamente para não voltar a ser coadjuvante

A senadora Tereza Cristina (PP) terá que voltar a bater de frente com lideranças nacionais e agora estaduais do Partido Liberal (PL) para não perder o espaço que conquistou nos últimos anos em Mato Grosso do Sul

03/02/2026 às 09h09
Por: Tribuna Popular Fonte: Investiga MS
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Foto: Divulgação
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A senadora foi protagonista das duas últimas eleições em Mato Grosso do Sul, quando se elegeu para o Senado e foi madrinha e principal cabo eleitoral de Eduardo Riedel (PP) e Adriane Lopes (PP). Nas duas ocasiões, peitou Jair Bolsonaro e conseguiu vencer as disputas. Com Riedel, convenceu o ex-presidente a apoiar a candidatura, mesmo contrariado. Já com Adriane, enfrentou e venceu.

Para a eleição deste ano, Tereza também vinha se destacando como protagonista, mas sumiu da pauta depois que Reinaldo Azambuja assumiu o comando do PL no Estado.

Em 2024, Tereza adiantou à reportagem que o PP teria um candidato ao Senado nestas eleições, o que animou filiados como o presidente da Assembleia, Gerson Claro, e o secretário de Infraestrutura da Capital, Marcelo Miglioli.

A dupla tem interesse e agora cobra a senadora para manter posição e não ser engolida pelo PL, que exige as candidaturas de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar no grupo político.

No ano passado, Tereza convenceu Riedel a se filiar ao PP, mas nada mudou para o partido, que não ganhou nenhuma secretaria. Além disso, Reinaldo e o próprio PL querem usar a filiação de Riedel para cobrar as duas vagas para o partido comandado nacionalmente por Valdemar da Costa Neto. Alegação é de que o PP já tem o Governo do Estado.

Gerson e Miglioli não aceitaram a pressão de Reinaldo e do PL e continuam pré-candidatos, aguardando um posicionamento de Tereza Cristina, que no momento está sumida das articulações políticas. Ela apareceu apenas no ano passado, quando foi criticada após uma declaração polêmica de que buracos passavam e a população esqueceria os problemas que atingem a Capital, comandada por sua afilhada.

Caso não tenha força para enfrentar Valdemar e Reinaldo, Tereza pode perder a chance de dar mais um senador para o partido. Além disso, como o mandato é do governador e não do partido, se eleito, Riedel pode trocar de sigla a qualquer momento e se mudar, por exemplo, para o PL, caminho que muita gente já dá como certo.

Tereza era cotada para vice de Tarcísio de Freitas, que foi tirado da disputa presidencial, mas pode voltar ao radar com Flávio Bolsonaro. Ele já declarou que pretende ter um vice da federação União/PP.

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