
Relatório apresentado na ALEMS aponta crescimento na produção assistencial, avanço em obras estratégicas e ampliação prevista do HRMS
O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), apresentou nesta segunda-feira (23), na ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), a prestação de contas referente ao terceiro quadrimestre de 2025. Entre setembro e dezembro, a Pasta executou R$ 985,2 milhões, totalizando R$ 2,47 bilhões pagos ao longo de todo o ano, com financiamento majoritariamente proveniente de recursos estaduais.
Durante a audiência, o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, destacou que os resultados apresentados refletem o esforço coletivo da gestão. “Acho que esse é o resultado de um trabalho em equipe. É o resultado de um trabalho que tem planejamento, que tem projeto e, logicamente, que conta com bons executores, que são eles que estão lá na ponta fazendo acontecer”, afirmou.
Na produção assistencial da rede própria estadual, os dados apontam crescimento expressivo entre 2023 e 2025. A média mensal de procedimentos ambulatoriais aprovados aumentou 75,99%, passando de 900 mil para 1,58 milhão. Em 2025, o valor anual aprovado para a produção ambulatorial foi de R$ 62,6 milhões. Já as internações hospitalares aprovadas (AIH) registraram alta de 85,93% em comparação com o terceiro quadrimestre de 2023, somando R$ 61,4 milhões no acumulado do ano.
O secretário também reforçou o compromisso da SES com a transparência e a continuidade das entregas previstas no planejamento estratégico. “Nós continuamos à disposição da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários. Temos ainda um ano de trabalho pela frente para entregar muitos projetos que estão em andamento e outros que estão em fase de conclusão, e espero que consigamos entregar tudo aquilo que nos propusemos a realizar”, completou.
O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) foi um dos destaques da apresentação. A unidade alcançou 75% de satisfação dos usuários em 2025, superando a meta de 71%. Em dezembro, foi realizada a PPP (Parceria Público-Privada) para os chamados serviços de “bata cinza”, com concessão de 30 anos vencida pela Construcap. A assinatura do contrato com a operadora está prevista para abril. A proposta prevê a ampliação de 60% da capacidade hospitalar, chegando a 577 leitos, com manutenção do atendimento 100% pelo SUS. A gestão também apontou desafios, como a manutenção de serviços em áreas adaptadas devido às obras em andamento e a necessidade de recomposição de recursos humanos.


No campo da infraestrutura, a Secretaria destacou a reforma e ampliação do Lacen/MS (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul), com investimento de R$ 15,4 milhões e expansão de 3.524,26 m², voltada à implantação de novos laboratórios e ao fortalecimento da pesquisa. Os SVOs (Serviços de Verificação de Óbitos) de Campo Grande e Dourados estão em fase final de execução, com 94,54% e 92,28% de conclusão, respectivamente. Já a terceira etapa do Hospital Regional de Dourados, que contempla 68 leitos de enfermaria, serviço de Hemodinâmica e 20 leitos de UTI, atingiu 89,68% de execução.
Entre os indicadores de saúde apresentados, o índice de aleitamento materno exclusivo em crianças menores de seis meses alcançou 64%, acima da média nacional de 57%. No período de setembro a novembro de 2025, 11.299 recém-nascidos foram triados pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal.
A audiência pública foi coordenada pelo deputado estadual Lucas de Lima, presidente da Comissão de Saúde da ALEMS. Para o parlamentar, a saúde pública representa um desafio permanente para a gestão estadual. “A saúde pública é, talvez, o maior desafio permanente da gestão pública no Mato Grosso do Sul. Ela tem avançado cada vez mais, com conquistas importantes nos últimos anos, como a ampliação dos serviços regionais, os investimentos em hospitais estratégicos e o fortalecimento da atenção especializada. Mas também é verdade que ainda enfrentamos desafios reais, que chegam diariamente até nós”, declarou.
Ele ressaltou ainda que a prestação de contas deve ser encarada como instrumento de aprimoramento da política pública. “A prestação de contas não deve ser vista apenas como uma obrigação legal, mas como um compromisso com a transparência e com a melhoria contínua do sistema. Cada recurso público investido precisa se traduzir em mais acesso, mais qualidade e mais dignidade para o cidadão sul-mato-grossense. Seguimos aqui exercendo o nosso papel de fiscalização responsável”, pontuou.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Kamilla Ratier
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