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Avanço de Flávio em pesquisa mobiliza Haddad e Pacheco para governo em SP e MG

Pesquisa recente mostrou o herdeiro de Jair Bolsonaro em empate técnico contra Lula no segundo turno

27/02/2026 às 09h38
Por: Tribuna Popular Fonte: Midiamax
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Lula e Haddad em campanha em 2022. (Foto: Divulgação)
Lula e Haddad em campanha em 2022. (Foto: Divulgação)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve ser escalado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições deste ano pelo Governo de São Paulo. Ontem (26), o ex-prefeito paulistano jantou com o chefe do Executivo, encontro que pode ter selado a estratégia para o palanque de Lula no maior colégio eleitoral do país.

Na mesma linha, Minas Gerais, que é um estado com histórico de definir eleições, deve ter o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), como candidato de Lula. Ele perdeu a vaga para compor o Supremo Tribunal Federal, que teve a preferência de Lula ao nome do AGU (Advogado Geral da União) Jorge Messias. A “candidatura de consolação”, contudo, já estaria acertada com o senador, que pode encarar o pleito pelo União Brasil de Davi Alcolumbre (União-AP).

A mobilização ocorre dias após pesquisa do Instituto AtlasIntel/Bloomberg mostrar o avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto no segundo turno. Conforme a pesquisa, o herdeiro de Jair Bolsonaro registrou empate técnico contra Lula, com 46,3% das intenções de voto.

Acerca da disputa em São Paulo, Lula confidenciou a aliados que vai oferecer a Haddad as condições necessárias para liderar projeto robusto de enfrentamento ao bolsonarismo. Eles estiveram em juntos em recente viagem à Índia, agenda que serviu para alinhar a estratégia do presidente com o ministro, que vinha reticente a enfrentar Tarcísio novamente nas urnas. Em 2022, Haddad perdeu para o governador paulista.

Segundo o Estadão, o titular da Fazenda ainda não assumiu oficialmente a candidatura, mas confidenciou a aliados que não deixará de atender a um pedido direto do presidente Lula.

Ele deve deixar o governo até abril para disputar o Palácio Bandeirantes.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deve sair da Rede e se filiar ao PT para ser candidata ao Senado. A segunda vaga, porém, ainda está em discussão.

Uma das possibilidades é que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), concorra ao Senado por São Paulo.

Para essa operação, no entanto, ela terá de se desfiliar do MDB — uma vez que o partido apoia a candidatura de Tarcísio — e mudar o domicílio eleitoral para São Paulo. Tebet recebeu convite para se filiar ao PSB, mas ainda não tomou uma decisão final.

*Com informações do Estadão e Brasil 247

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