Quarta, 08 de Abril de 2026
21°C 29°C
Jardim, MS
Publicidade

Nova IFRS 18 muda apresentação da Demonstração do Resultado

Grant Thornton destaca que novas regras ampliam a responsabilidade da administração e elevam o padrão de transparência financeira.

11/03/2026 às 12h35
Por: Tribuna Popular Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
iStock
iStock

A entrada em vigor da IFRS 18, prevista para 2027, deve provocar uma das mudanças mais relevantes na apresentação das demonstrações financeiras nos últimos anos. A norma substitui o IAS 1 e redefine a estrutura da Demonstração do Resultado, introduzindo novas categorias obrigatórias, subtotais padronizados e maior rigor na divulgação das medidas de desempenho utilizadas pelas companhias.

A principal mudança está na criação de categorias específicas na DRE — operacional, investimento, financiamento, impostos e operações descontinuadas — com critérios mais claros sobre onde receitas e despesas devem ser classificadas. A norma também exige a apresentação de subtotais padronizados, como o lucro operacional, reduzindo a flexibilidade atualmente existente.

Principais mudanças
Segundo João Rafael Araújo, sócio de Consultoria Contábil e Mercado de Capitais da Grant Thornton Brasil, a mudança vai além de uma reorganização visual. "A IFRS 18 altera a lógica de apresentação do desempenho das empresas. A classificação de receitas e despesas passa a depender do modelo de negócio, o que exige um julgamento técnico consistente e uma revisão estruturada do plano de contas", afirma.

Outro ponto central da norma é o tratamento das chamadas Medidas de Performance Gerencial (MPMs), como EBITDA e métricas ajustadas frequentemente divulgadas ao mercado. Essas medidas deverão ser conciliadas formalmente com os números das demonstrações financeiras e apresentadas em nota explicativa, passando a integrar o escopo de auditoria.

"Métricas que antes eram tratadas apenas como indicadores gerenciais passam a ter disciplina normativa. Isso aumenta a transparência, mas também eleva o nível de responsabilidade sobre a consistência desses indicadores", explica Araújo. A norma também traz regras mais restritivas sobre agregação e desagregação de linhas e limita o uso de classificações genéricas, como "outros", exigindo maior detalhamento das informações.

Prazos para a adequação
Embora a vigência obrigatória esteja prevista para 2027, as empresas já precisam avaliar e divulgar os impactos esperados nas demonstrações financeiras antes da adoção. A implementação pode demandar ajustes em sistemas, controles internos e processos de reporte. A expectativa é que a IFRS 18 aumente a comparabilidade entre companhias e reduza assimetrias na leitura do desempenho. Ao mesmo tempo, exigirá um esforço relevante de adaptação técnica e estratégica das áreas financeiras.

"Empresas que deixarem para tratar o tema apenas no ano da adoção podem enfrentar dificuldades operacionais e de comunicação com investidores. A preparação precisa começar com antecedência", conclui o especialista da Grant Thornton.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
26°
Tempo nublado

Mín. 21° Máx. 29°

27° Sensação
2.23km/h Vento
60% Umidade
86% (0.15mm) Chance de chuva
06h54 Nascer do sol
18h38 Pôr do sol
Qui 31° 20°
Sex 33° 20°
Sáb 34° 19°
Dom 33° 20°
Seg 34° 20°
Atualizado às 12h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,09 -1,18%
Euro
R$ 5,95 -0,40%
Peso Argentino
R$ 0,00 -2,70%
Bitcoin
R$ 386,608,69 +3,00%
Ibovespa
192,042,40 pts 2.01%
Publicidade
Publicidade
Publicidade