
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), disse à reportagem do InvestigaMS que a mãe, Fairte Nassar Tebet, foi decisiva para bater o martelo na hora de decidir se aceitaria o convite de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer ao Senado em São Paulo e não em Mato Grosso do Sul.
“As bençãos de minha mãe foram decisivas para a decisão. Falou pelo meu pai (ex-senador Ramez Tebet)”, justificou, pontuando que as pesquisas que lhe colocam na liderança em São Paulo não foram tão decisivas. “Pesquisa por pesquisa, a quali de lá e de cá estão muito parecidas”, afirmou.
Simone escolheu Mato Grosso do Sul para fazer o anúncio e foi questionada se ajudará na campanha deste ano no Estado. Ela sorriu e disse que pode contribuir, caso entendam que ela ajuda.
O sorriso de Simone tem relação com as falas das próprias lideranças do MDB, que eram contra a candidatura dela em MS, não por questão pessoal, mas por conta da proximidade dela com Lula.
Essa proximidade, inclusive, deve ser crucial para que Simone não participe diretamente da campanha de Riedel, mesmo já tendo declarado que apoiará a reeleição dele. Riedel apoia o adversário de Lula, Flávio Bolsonaro e já declarou que apoiará qualquer um que estiver contra o atual presidente no segundo turno.
Simone será uma das candidatas do grupo de Lula em São Paulo, em dobradinha com Fernando Haddad (PT), que concorrerá ao Governo. A tendência é de que ela se filie ao PSB, porque o MDB deve apoiar Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o Governo.
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