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Famosa pelos atrativos turísticos, fazenda de Bonito passa a comercializar doce de leite com Selo Arte

A fazenda Ceita Corê (terra dos meus filhos, em guarani) é um endereço ecoturístico conhecido de Bonito desde 1999, com um circuito de cachoeiras, ...

26/03/2026 às 17h44
Por: Tribuna Popular Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

A fazenda Ceita Corê (terra dos meus filhos, em guarani) é um endereço ecoturístico conhecido de Bonito desde 1999, com um circuito de cachoeiras, a nascente do rio Chapena e um balneário com ampla infraestrutura para receber os visitantes. Também é rótulo do famoso doce de leite carro-chefe da sobremesa oferecida no restaurante da fazenda e, a partir de agora, a marca Ceita Corê agregou o Selo Arte e pode chegar a qualquer lugar do País.

A entrega do Selo Arte para o 28º produto artesanal de origem animal feito em Mato Grosso do Sul aconteceu na tarde dessa quarta-feira (25), na sala de reuniões da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) pelo secretário Jaime Verruck. Estavam presentes o empresário Rafael Rocha Carvalho, proprietário da fazenda; o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta; e técnicos da Semadesc.

Também participaram da reunião o coordenador de Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Nivaldo Passos Júnior; a coordenadora de Assistência Técnica da Agroindústria, Camila Arruda e a técnica de campo do Senar/MS, Emylia Ferreira, responsável pelo projeto da agroindústria de fabricação de doce de leite da Ceita Corê.

O empresário Rafael Carvalho contou que o doce de leite é fabricado na fazenda, com leite do rebanho próprio, desde que implantaram a exploração turística dos atrativos. “Os turistas sempre elogiavam e queriam comprar. Então começamos a produzir para vender ali na fazenda mesmo e também em alguns pontos de Bonito. Mas não podíamos vender fora do município”, frisou.

Há cerca de um ano e meio ele disse que procurou o Senar/MS para se inteirar do processo de certificação do produto. A técnica Emylia Ferreira se encarregou do projeto e conta que a agroindústria Ceita Corê serve de modelo para interessados em fabricar produtos artesanais em escala. O empresário fez os investimentos necessários e adequou o processo de produção, dentro das normas sanitárias exigidas, passou por todas as vistorias e agora conquistou o Selo Arte.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul
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“Com o Selo Arte vamos começar a vender pela Internet”, afirmou. O perfil da Ceita Corê no Instagram tem mais de 120 mil seguidores e pode ser um ponto de partida importante para a nova fase de comercialização do produto.

O Selo Arte já garante a qualidade de muitas variedades de produtos de origem animal. São 9 tipos de doce de leite, 8 de linguiça, 9 variações de manteiga ghee e uma manteiga de garrafa, duas variedades de banha, queijo, torresmo, pernil em cubo e salame.

O Selo Arte é concedido ao produto, e não ao estabelecimento. Ele assegura que alimentos artesanais de origem animal, mesmo inspecionados apenas pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), possam ser comercializados em todo o país, desde que atendam aos padrões sanitários e de qualidade exigidos.

Criada em novembro de 2019, a certificação preserva a identidade e a história do produto artesanal, além de garantir a procedência da matéria-prima. Em Mato Grosso do Sul, a Semadesc é o órgão responsável pela certificação, juntamente com a Iagro.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Fotos: João Prestes

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