
Segundo dados do Ministério da Saúde, 16 municípios de Mato Grosso do Sul enfrentam epidemia de chikungunya. O Estado acumula 4.214 casos prováveis da doença, além de sete mortes confirmadas e três óbitos em investigação.
No dia 31 de março, eram 14 cidades nesta situação. Ou seja, em dez dias, mais dois municípios entraram na faixa de epidemia, com incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes.
Apenas Antônio João, Água Clara e Figueirão reduziram os casos a ponto de sair do limite epidêmico. Por outro lado, Douradina, Dourados, Itaporã, Costa Rica e Angélica registraram alta na circulação do vírus chikungunya, e a situação desses municípios passou a ser considerada epidemia.
Considerando todas as cidades de Mato Grosso do Sul, a incidência chega a 144,1 casos por 100 mil habitantes no Estrado — quase 13 vezes maior que a média nacional, de 11,4.
Os dados foram publicados nesta semana, no painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde, com informações atualizadas até o último sábado (4). No último boletim epidemiológico da SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS), eram 3.657 casos prováveis, até o dia 28 de março. Em uma semana, o Estado somou mais 557 registros da doença, entre confirmações e suspeitas.
Fátima do Sul, cidade com maior incidência, registrou mais oito casos prováveis em dez dias. Em segundo lugar, Jardim teve alta de 42 casos neste período. O município de Sete Quedas obteve mais 15 registros, com acréscimo de 15,3% na incidência. A doença segue em ascensão nas duas cidades, que são as com maior número de casos a cada 100 mil habitantes no Estado, com valores superiores a mil.
Amambai teve disparada no crescimento tanto em número de casos quanto em incidência. Em dez dias, foram 100 registros de casos prováveis e alta de 65,7% na incidência de chikungunya. Corumbá registrou mais 73 casos prováveis e Jardim, 42.
Em Dourados, a epidemia estava concentrada na Reserva Indígena da cidade. No entanto, nas últimas semanas, o cenário mudou, e a alta de casos agora se concentra na área urbana. Assim, o município entrou na faixa considerada epidemia, por conta da incidência superior a 300.
Em todo o Brasil, são 15 mortes confirmadas — ou seja, quase metade está concentrada no Estado.
O Brasil tem 24.378 casos prováveis de chikungunya. Assim, Mato Grosso do Sul representa 17,2% do total nacional. O Estado lidera o ranking de incidência desde o início do ano, seguido de Goiás (95,6), Rondônia (30,7), Minas Gerais (30,4), Mato Grosso (18,4), Tocantins (16,8) e Rio Grande do Norte (12,3).
Os dados foram publicados nesta semana, no painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde, com informações atualizadas até o último sábado (4). No último boletim epidemiológico da SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS), eram 3.657 casos prováveis, até o dia 28 de março.
Uma mulher de 82 anos morreu por chikungunya em Jardim, no dia 23 de março deste ano. Outro óbito foi registrado em Bonito: um homem de 72 anos, que morreu em 19 de março.
Em Dourados, foram cinco vítimas indígenas — duas mulheres, de 69 anos (25 de fevereiro) e 60 anos (12 de março); um homem de 73 anos (4 de fevereiro); e dois bebês, ambos meninos, de um mês (19 de março) e três meses (6 de março).
A cidade de Jardim, distante 239 quilômetros de Campo Grande, aguarda resultado de exame para confirmar se a morte de um homem, de 94 anos, no sábado (4), foi causada por chikungunya. Ele apresentava sintomas da doença.
Além disso, a cidade de Dourados investiga mais três mortes por suspeita de chikungunya. No domingo (5), morreram dois indígenas: um menino de 12 anos e um homem de 55 anos. Nesta terça-feira (7), houve o registro da primeira suspeita de morte pela doença fora da reserva indígena — uma menina de apenas 10 anos.
Os exames são coletados no município de residência do paciente e enviados para análise no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), em Campo Grande. Não há prazo para divulgação de resultados. Segundo o Ministério da Saúde, 51,68% dos casos prováveis em MS ainda aguardam a conclusão laboratorial.
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da chikungunya também pode causar doença neuroinvasiva, que é caracterizada por agravos neurológicos, como: encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 50% das pessoas que contraem a doença seguem com os sintomas por anos. Óbitos são recorrentes nos grupos de risco, que são pessoas em extremos de idade, como bebês e idosos.
Sintomas:
A doença começa na fase aguda, que dura de 5 a 14 dias, e é caracterizada pela febre e pelas dores nas articulações. De 15 dias a três meses, ocorre a fase pós-aguda. Se os sintomas persistirem, o Ministério da Saúde considera que a fase crônica já está instalada. Mais da metade dos acometidos por chikungunya sofre com a dor nas articulações, que pode persistir por anos.
Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde:
Mín. 21° Máx. 31°