
"Atenção, este veículo está sendo monitorado". É comum ver avisos como esses em automóveis que trafegam em ruas, avenidas e estradas, principalmente em carros, vans e caminhões que pertencem a transportadoras e empresas de logística. O que muita gente pode não saber é que o sistema de monitoramento e rastreamento ganhou uma nova importância nos últimos anos.
Como explica André Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa especializada em soluções para rastreamento, o segmento deixou de ser visto apenas como uma "vacina anti-roubo" e tornou-se um ponto central de eficiência logística para diferentes negócios.
"As empresas entenderam que o lucro não está apenas em evitar a perda do bem, mas em otimizar cada quilômetro rodado. O mercado passou da era da reação para a era da eficiência: o gestor não quer apenas saber ‘onde o carro está’, ele quer saber como o ativo está sendo operado", salienta Ota.
O CEO afirma que o mercado de rastreamento, na sua primeira fase, era reativo: "Roubaram, onde está?". Hoje, ele é preditivo e analítico. "O gestor de uma grande frota ou o dono de uma central de monitoramento já não se contenta em ver um ponto movendo-se em um mapa. Ele quer saber: como está a saúde do motor? Qual é o padrão de condução do motorista? Qual é o risco real desta rota agora?".
Outro ponto destacado pelo executivo é a fusão entre Internet das Coisas (IoT) e segurança patrimonial. A sigla faz referência a objetos do dia a dia que se conectam à internet para coletar e trocar dados automaticamente, justamente o caso de carros que enviam informações em tempo real.
"O IoT é a espinha dorsal dessa revolução nos sistemas de rastreamento. Hoje, monitoramos desde a temperatura de uma carga crítica no agronegócio até a telemetria profunda de um caminhão de lixo ou uma ambulância", detalha Ota.
Segundo o executivo, há uma procura crescente por telemetria avançada, que cruza dados da rede CAN (sistema de comunicação interna) do veículo com sensores externos. Isso permite, por exemplo, que uma operação logística preveja uma falha mecânica antes que ela pare um caminhão na estrada, exemplifica.
Em relação ao futuro, Ota vê a inteligência artificial (IA) ganhando cada vez mais importância. Essa tecnologia é, na sua visão, o próximo salto evolutivo para quem busca o melhor sistema de rastreamento.
O setor está evoluindo para algoritmos que aprendem o comportamento de cada frota. Isso permite que a plataforma de telemetria identifique desvios de conduta, fadiga do motorista ou roubos de combustível com uma precisão cirúrgica. "A inteligência artificial retira o peso da monitoria humana repetitiva e coloca a máquina para trabalhar na detecção de padrões complexos, elevando o padrão de segurança patrimonial e operacional", menciona o CEO da Ikon.
Ele destaca ainda três pilares fundamentais para o setor: soberania tecnológica, 5G/IoT massivo e autonomia de gestão. Ota avalia que a melhor plataforma de rastreamento será aquela que permitir ao empresário ser dono da sua própria infraestrutura e marca, fugindo do modelo de dependência.
Além disso, a tecnologia Edge Computing (processamento na borda) fará com que o hardware tome decisões complexas localmente, reduzindo a latência. Por fim, a integração total de sistemas (ERP, CRM e Telemetria) em um ecossistema único será a norma, eliminando os silos de informação que ainda existem hoje, complementa Ota.
"O futuro pertence às plataformas abertas e integradas. O cliente não quer ter cinco sistemas diferentes para gerir a sua operação; ele quer um hub de inteligência. Nesse cenário, nossa visão na Ikonn é que a empresa de tecnologia de rastreamento e monitoramento deve ser o ‘cérebro’ invisível que conecta tudo isso com estabilidade e robustez. Quem não entender que o jogo agora é sobre integração e inteligência de dados ficará para trás", finaliza.
Para saber mais, basta acessar o site da Ikonn: https://www.ikonn.com.br/
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