Segunda, 20 de Abril de 2026
22°C 37°C
Jardim, MS
Publicidade

Placenta baixa na gestação pode exigir monitoramento

Embora frequente no pré-natal, a condição pode estar associada a complicações raras que exigem diagnóstico precoce

20/04/2026 às 09h02
Por: Tribuna Popular Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Pexels
Pexels

Levantamento aponta que a placenta baixa é um achado frequente nos exames realizados no início da gestação e, na maioria dos casos, não representa risco para a gravidez. De acordo com a literatura, a condição ocorre quando a placenta se posiciona próxima ao colo do útero durante os primeiros meses, fase em que o crescimento uterino ainda está em andamento.

Com a evolução da gestação, a tendência é que a placenta se desloque naturalmente para regiões mais altas do útero. Quando esse movimento não acontece e a estrutura permanece próxima ou sobre o colo uterino, o quadro pode evoluir para placenta prévia, situação que exige acompanhamento médico mais rigoroso.

Segundo o pesquisador, professor e cirurgião materno-fetal brasileiro Rodrigo Ruano, da University of Miami, a identificação correta da posição placentária é determinante para a condução da gestação. "Nem toda placenta baixa representa perigo, mas é fundamental monitorar. Em algumas situações, pode haver risco de sangramento e necessidade de adaptação na condução do parto".

O especialista ainda afirma que, em alguns casos, a alteração pode estar associada à vasa prévia, condição em que vasos sanguíneos fetais atravessam a região do colo do útero sem a proteção natural da placenta ou do cordão umbilical. A ruptura espontânea da bolsa pode provocar sangramento fetal agudo, considerado uma complicação obstétrica grave.

"O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Hoje, com exames adequados e acompanhamento especializado, conseguimos identificar essas situações com antecedência e definir a melhor estratégia para proteger o bebê".

A avaliação costuma ser feita por meio da ultrassonografia obstétrica com Doppler, utilizada para mapear a circulação sanguínea e a posição da placenta, além da ultrassonografia transvaginal, indicada para análise detalhada do colo uterino.

"Esses exames fazem parte da rotina do pré-natal e estão disponíveis tanto na rede privada quanto pelo SUS, especialmente quando há suspeita clínica ou fatores de risco identificados pelo médico".

De acordo com o especialista, o acompanhamento regular durante o pré-natal permite identificar alterações precocemente e definir a conduta mais adequada para cada gestação. "Com os avanços da medicina fetal, já existem abordagens inovadoras, como a cirurgia fetal minimamente invasiva, que surge como alternativa em casos selecionados".

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
33°
Parcialmente nublado

Mín. 22° Máx. 37°

33° Sensação
3.13km/h Vento
37% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h58 Nascer do sol
18h28 Pôr do sol
Ter 36° 23°
Qua 35° 22°
Qui 37° 21°
Sex 37° 21°
Sáb 36° 22°
Atualizado às 10h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 4,98 +0,05%
Euro
R$ 5,87 +0,15%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 398,777,52 -2,46%
Ibovespa
195,558,13 pts -0.09%
Publicidade
Publicidade
Publicidade