
A blefaroplastia, cirurgia voltada ao rejuvenescimento da região dos olhos, corrige excesso de pele e outras alterações associadas ao envelhecimento do olhar. O procedimento combina retirada de tecidos excedentes e reposicionamento de estruturas palpebrais, conforme estudo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica.
Em 2024, a cirurgia de pálpebras foi a mais realizada no mundo, com 2,1 milhões de procedimentos e alta de 13,4% em relação a 2023. Entre as mulheres, foram 1,6 milhão de cirurgias. O procedimento estético cirúrgico figura entre os mais comuns no Brasil, com 231,3 mil procedimentos, e o país lidera o ranking mundial da técnica, concentrando 10,9% das intervenções.
O Dr. Manoel Quintino, médico e sócio da Clínica Alma, explica que, com o envelhecimento, a pele das pálpebras perde elasticidade e começa a ceder, formando dobras e excessos que transmitem uma aparência de cansaço, peso ou tristeza — mesmo quando a pessoa está bem e descansada. Segundo ele, nas pálpebras inferiores, é comum o surgimento de bolsas de gordura e olheiras mais marcadas.
"A blefaroplastia atua na região das pálpebras superiores e inferiores com o objetivo de corrigir as alterações que o tempo provoca nessa área tão expressiva do rosto. A cirurgia remove o excesso de pele, reposiciona ou elimina as bolsas de gordura e restaura um contorno mais limpo e jovial à região, sem alterar a identidade e a expressão natural da paciente", acrescenta o médico.
O especialista pontua que, quando o excesso de pele na pálpebra superior é tão acentuado que começa a comprometer o campo visual da paciente, a blefaroplastia pode ter indicação funcional. "Em casos assim, a paciente muitas vezes relata que precisa levantar as sobrancelhas para enxergar melhor, ou sente peso e cansaço nos olhos ao longo do dia. Tratar essa condição melhora não só a aparência, mas a qualidade de vida de forma concreta".
Indicação e combinação com outros procedimentos
De acordo com o Dr. Manoel Quintino, apesar de a indicação para o procedimento ser clínica e não cronológica, a partir dos 35 anos as mudanças na região palpebral começam a se tornar mais evidentes, e é nessa faixa etária que está a maior parte de suas pacientes. "Muitas mulheres chegam ao meu consultório dizendo que as pessoas ao redor comentam que elas parecem cansadas, ou que elas mesmas percebem que o olhar ficou mais pesado nas fotos", revela.
Para o profissional, esse incômodo — seja estético ou emocional — já é um motivo legítimo para buscar uma avaliação. Segundo ele, na consulta é analisada a anatomia individual, o grau de flacidez, a posição das sobrancelhas e a harmonia do terço superior do rosto para definir se a cirurgia é de fato a melhor indicação naquele momento.
O médico esclarece que é possível e bastante comum combinar a blefaroplastia com outros procedimentos para potencializar o rejuvenescimento da região dos olhos. Ele ressalta que cada combinação é planejada individualmente, respeitando o momento cirúrgico e as necessidades específicas de cada paciente, com foco sempre no resultado mais natural e harmonioso possível.
"É muito frequente combinarmos a cirurgia com aplicação de toxina botulínica para suavizar as linhas de expressão ao redor dos olhos, preenchimento com ácido hialurônico para corrigir a depressão da olheira ou procedimentos a laser para melhorar a qualidade e a textura da pele palpebral. A blefaroplastia trata o excesso de pele e as bolsas de gordura, mas o rejuvenescimento completo da região periorbital muitas vezes se beneficia de abordagens complementares", conta o profissional.
A toxina botulínica lidera entre os procedimentos não cirúrgicos no mundo, com 7,9 milhões de aplicações, o equivalente a 38,4% do total, seguida pelo ácido hialurônico, com 6,3 milhões e 30,9%. Entre as mulheres, esses valores chegam a 6,6 milhões — correspondendo a 84% do total — e 5,5 milhões, ou 86,1%, respectivamente, e a faixa etária de 35 a 50 anos concentra 47,1% das aplicações de toxina botulínica. No Brasil, a toxina botulínica representa 71,6% dos injetáveis faciais, e o ácido hialurônico, 56,2%.
Pós-operatório e efeitos na autoestima
Segundo o especialista, nos primeiros dois a três dias de pós-operatório, é comum a presença de inchaço e hematomas ao redor dos olhos, e para isso, recomenda-se compressas frias, repouso com a cabeça levemente elevada e evitar esforços físicos nesse período. Os pontos são retirados entre o quinto e o sétimo dia, e, de acordo com ele, a maioria das pacientes já se sente confortável para retomar atividades sociais e profissionais entre sete e dez dias após a cirurgia.
"As cicatrizes ficam nas dobras naturais das pálpebras e tornam-se praticamente invisíveis após a cicatrização completa. O resultado final, com todo o inchaço resolvido, fica evidente em torno de quatro a seis semanas — e a paciente pode desfrutar desse novo olhar por muitos anos. O impacto na autoestima e na expressão facial das pacientes é profundo — e muitas vezes surpreende até as próprias pacientes", menciona o médico.
Conforme relata o Dr. Manoel Quintino, suas pacientes mencionam uma transformação na confiança, na disposição e até na forma como se apresentam profissionalmente. Para ele, é uma cirurgia que, quando bem indicada e bem executada, entrega, além de resultado estético, bem-estar emocional.
"O olhar é o primeiro ponto de contato que temos com o outro, é onde a expressão emocional se manifesta com mais intensidade. Quando uma mulher recupera um olhar mais aberto, descansado e jovial, ela não muda apenas a aparência — ela muda a forma como se sente ao se olhar no espelho e como acredita que as pessoas a percebem", comenta o especialista.
Para mais informações, basta acessar: alma.med.br
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