
A inflação registrou alta de 2,95% em 2017, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira. Com o resultado, o avanço dos preços no ano ficou abaixo do patamar mínimo estabelecido pelo governo pela primeira vez desde o início do regime de metas, em 1999. O centro da meta era de 4,5%, mas a margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual faz com que os limites vão de 3% a 6%.
O Banco Central tem a obrigação de divulgar uma carta, explicando os motivos do não cumprimento da meta, quando a inflação fica abaixo do patamar mínimo. A instituição, por meio de um órgão seu chamado Copom, é quem determina a taxa de juros, usada para ajudar a controlar a alta dos preços. O BC disse que não há, até o momento, previsão de quando o documento será divulgado.
A taxa acumulada pelo IPCA no ano é a menor desde 1998 (1,65%), segundo o IBGE. Em dezembro, houve avanço nos preços de 0,44%, ante alta de 0,28% em novembro. A alta no últiumo mês foi puxada pela alta nos grupos alimentação e bebidas e transportes.
O grupo alimentação, que responde por cerca de um quarto dos gastos dos brasileiros, passou de queda de 0,38% para alta de 0,54%, pressionado pela alta do preço da comida consumida em casa.
“Apesar de alguns produtos terem caído de preços, como o feijão-carioca (6,73%) e o leite longa vida (1,43%), outros, também importantes na mesa dos brasileiros, exerceram pressão contrária, como as carnes (1,67%), as frutas (1,33%), o frango inteiro (2,04%) e o pão francês (0,67%)”, disse o IBGE em nota. Também houve alta na alimentação fora de casa, segundo o instituto.
Nos transportes, houve destaque para a alta de passagens aéreas (22,8%) e da gasolina (2,26%). Os itens foram os que mais tiveram peso individualmente. ” Juntos, com impacto de 0,18 p.p., estes dois itens representaram 41% do IPCA de dezembro”, diz o IBGE.
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