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De volta a Brasília, Lula definirá futuro de Jaques na liderança do governo

Expectativa é que presidente se reúna com senador nesta quarta-feira (24) após parlamentar ter sido alvo de operação da PF sobre o caso Master

24/06/2026 às 08h52
Por: Tribuna Popular Fonte: CNN Brasil
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Arte CNN
O senador Jaques Wagner (PT-BA) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Arte CNN

Após uma rodada de entregas pelo país e de volta a Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta semana com o senador Jaques Wagner (PT-BA) para definir se o aliado segue ou não na liderança do governo no Senado Federal.

A tendência é de que o encontro entre Lula e Jaques aconteça já nesta quarta-feira (24), visto que o presidente deve retornar aos compromissos fora de Brasília na quinta-feira (25), segundo fontes palacianas. O mandatário acelera suas agendas de olho no calendário de restrições eleitorais, que barra inaugurações e publicidades a partir de 4 de julho.

Segundo apurou a CNN, a avaliação atual é que dificilmente Jaques Wagner será mantido na liderança do governo, considerado o alto desgaste político causado pela operação da PF (Polícia Federal) da qual foi alvo na semana passada. Auxiliares do presidente evitam cravar o desfecho, já que a decisão passa também pela relação pessoal de décadas entre os petistas.

Antes de se reunir com Lula, contudo, Jaques tem um encontro previsto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na ocasião, a expectativa é que o petista agradeça ao presidente do Congresso Nacional pelo apoio público que prestou ao senador logo após a operação.

O presidente do Senado, em entrevista a jornalistas, criticou o que classificou como julgamentos antecipados de agentes públicos. Alcolumbre disse ter "a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona".

Nos últimos dias, o petista procurou outros colegas de Senado em seu esforço de contenção de danos. Jaques telefonou, por exemplo, ao – também baiano – presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, Otto Alencar (PSD).

Na Bahia no momento da operação, no último dia 18 de junho, o líder também tratou do assunto com o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-ministro Rui Costa. Aliados de primeira hora, os dois devem estar no palanque ao lado do senador, que buscará a reeleição em outubro deste ano.

Duas possibilidades estão sobre a mesa na eventual saída do senador da liderança. A mais provável é que Lula tente convencer Jaques Wagner a deixar o cargo de maneira voluntária e evitar um posicionamento público do Planalto. Para aliados, isso evitaria um desgaste público do mandatário.

A outra opção é Lula formalizar a troca da liderança do governo no Senado. Para aliados, porém, isso poderia expor o presidente e não é visto como plano A. Jaques Wagner afirmou que não pediria para deixar o cargo. Ele disse também que o presidente Lula não mencionou essa possibilidade no telefonema que tiveram horas após a operação.

“Não acho que o Lula vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, afirmou na semana passada.

Sucessão de Jaques

De sobreaviso sobre a possibilidade concreta de saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado, integrantes do Palácio do Planalto conjecturam cenários de substituições.

O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) é visto como o favorito entre os interlocutores do presidente Lula. Apesar de estar focado nas campanhas do Nordeste, o senador é o nome de preferência pelas qualificações e também pela falta de opção.

Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE) chegaram a ser considerados, mas a avaliação é de que ambos não têm perfil para a função de líder do governo. O nome do senador Otto Alencar (PSD-BA) também foi mencionado, mas ele é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e acumular as funções não seria o ideal.

 

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