
A Síria afirmou neste sábado (3) que as acusações dos Estados Unidos de que o regime teria usado armas químicas contra rebeldes perto de Damasco são falsas.
O governo de Bashar al-Assad foi acusado pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) de usar armas químicas em um ataque no dia 22 de janeiro em Ghouta Oriental. O governo sírio já havia negado a acusação no dia 24. Na última quinta, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington leva "muito a sério" as denúncias sobre um possível ataque com armas químicas na cidade.
"O Ministério das Relações Exteriores denuncia as acusações falsas dos Estados Unidos segundo as quais o governo sírio recorreu a armas químicas em Ghouta Oriental", indicou uma fonte do ministério citada pela agência oficial Sana.
Ghouta Oriental é um enclave rebelde a leste de Damasco, e seus habitantes sofrem o cerco do regime desde 2013.
A porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, disse na última quinta que, se os relatórios forem corretos, este seria o terceiro ataque químico nos últimos 30 dias feito por parte do regime de al-Assad contra os moradores de Ghouta Oriental com o propósito de "aterrorizar inocentes civis".
Nesta sexta, o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, disse que cloro "foi usado em várias ocasiões" em ataques na Síria e que temia o uso de gás sarin, apesar de não haver provas sobre isso.
"O que mais nos preocupa é a possibilidade de que tenha sido usado gás sarin recentemente", indicou Mattis, assinalando que se trata de uma hipótese sem provas.
*G1
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