Sexta, 07 de Agosto de 2026
19°C 33°C
Jardim, MS
Publicidade

STF julga recursos contra partes da decisão que anulou marco temporal

Julgamento virtual já conta com três dos dez votos

07/08/2026 às 17h11
Por: Tribuna Popular Fonte: Agência Brasil
Compartilhe:
© Antônio Cruz/Agência Brasil
© Antônio Cruz/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira (7) os recursos que constestam a decisão da Corte que reconheceu a inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Em dezembro do ano passado , a Corte invalidou o entendimento de que indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Embora a tese do marco tenha sido derrubada, entidades que atuam na proteção dos indígenas afirmam que foram mantidos retrocessos na proteção dos indígenas , como a flexibilização da consulta prévia a esses povos sobre temas que afetam sua existência, os critérios definidos para indenização a invasores que construíram benfeitorias de "boa-fé", entre outras questões.

O julgamento virtual começou às 11h desta manhã e está previsto para terminar na terça-feira (18).

Até o momento, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, e o ministro Alexandre de Moraes votaram para manter parcialmente a decisão que invalidou o marco e concederam prazo de 180 dias para que o governo federal cumpra as determinações da Corte, que tratam de regras para demarcação e indenizações de boa-fé.

Em seguida, Zanin divergiu do relator e entendeu que o rol de beneficiários para receber a indenização pela terra nua deve ser reduzido.

O caso é julgado pelo plenário virtual e ainda faltam os votos de sete ministros.

Entenda

Em 2023, o STF considerou que a tese do marco temporal é inconstitucional. O marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra.

No final do mesmo ano, o Congresso derrubou o veto de Lula e manteve o marco.

Após a votação, entidades que representam os indígenas e partidos governistas recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

A decisão definitiva sobre a questão foi tomada em dezembro de 2025, quando o Supremo reafirmou a inconstitucionalidade do marco temporal.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
23°
Tempo nublado

Mín. 19° Máx. 33°

23° Sensação
2.97km/h Vento
75% Umidade
24% (0.11mm) Chance de chuva
07h13 Nascer do sol
18h27 Pôr do sol
Sáb 37° 19°
Dom 38° 22°
Seg 34° 19°
Ter 33° 15°
Qua 35° 17°
Atualizado às 18h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,08 -0,53%
Euro
R$ 5,87 -0,28%
Peso Argentino
R$ 0,00 -3,12%
Bitcoin
R$ 349,336,27 +0,65%
Ibovespa
172,513,42 pts -1.73%
Publicidade
Publicidade
Publicidade