
A venda da empresa Fibria à Suzano Papel e Celulose, anunciada na quinta-feira (15) à noite, significa possibilidade de mais investimentos na área de celulose em Mato Grosso do Sul.
Além disso, a megaoperação barra “a invasão chinesa” ao Estado, que começou com o grupo BBCA, na fábrica de milho em Maracaju, passou pelas usinas hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira e culminou com a aquisição da Eldorado pela asiática Paper Excellence.
A fusão foi anunciada ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) pelos dois presidentes das empresas, Marcelo Castelli (Fibria) e Walter Schalka (Suzano). “Eles comunicaram hoje [nesta sexta-feira] a união das duas empresas. O que significa essa união? Possibilidade de mais investimentos, mais fábricas, mais expansão nessa área de celulose”, avaliou.
Primeira empresa desse segmento instalada em Três Lagoas e inaugurada em março de 2009, a Fibria segue em expansão na cidade e atualmente está com sua segunda fábrica em funcionamento.
Com investimento de R$ 7,5 bilhões, a nova linha terá capacidade de produção de 1,95 milhão de toneladas de celulose de eucalipto por ano.
Somando a primeira unidade, já em funcionamento na cidade, a empresa passa a ter uma capacidade de produção de 3,25 milhões de toneladas de celulose/ano, o que faz da Fibria, em Mato Grosso do Sul, uma das maiores fábricas de celulose do mundo.
A nova empresa prevê investir R$ 6,4 bilhões neste ano, afirmou, nesta sexta-feira, o presidente da Suzano Papel e Celulose, Walter Schalka, em conversa com analistas e jornalistas, em São Paulo. A operação, porém, ainda terá de passar pela aprovação de órgãos reguladores.
Em uma primeira etapa, que deverá durar cerca de quatro meses, a empresa deverá tirar seus registros na SEC (equivalente à CVM nos Estados Unidos).
*Correio do Estado
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