
Eleito presidente do México neste domingo, Andrés Manuel López Obradoranunciou que pretende iniciar a transição já nesta terça-feira, dia 3, quando se reunirá com o atual ocupante do cargo, Enrique Peña Nieto. Primeiro político de esquerda a vencer as eleições no país, López Obrador toma posse daqui a cinco meses, no próximo dia 1º de dezembro, para um mandato de seis anos.
Peña Nieto já o parabenizou por telefone e prometeu apoio para “uma transição ordenada e eficiente”. Em seu discurso, o presidente eleito, de 64 anos, disse ser “muito consciente da minha responsabilidade histórica” como primeiro político de esquerda a chegar ao cargo. “Não vou falhar com vocês”, prometeu.
Crítico do que considera ser uma forma branda com a qual o atual chefe de governo mexicano lida atualmente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus planos para a construção de um muro na fronteira entre os dois países, o futuro presidente recebeu uma mensagem de congratulação do vizinho. Pelo Twitter — como são a grande parte de suas mensagens importantes —, Trump o parabenizou e disse que “há muito a ser feito” em prol de ambos os países.
“Parabéns para Andrés Manuel López Obrador por se tornar o próximo presidente do México. Eu estou ansioso para trabalhar com ele. Há muito a ser feito para beneficiar tanto os Estados Unidos quanto o México”, disse.
Amlo, como é conhecido López Obrador, obteve 53% dos votos e venceu com tranquilidade o pleito do domingo. Somados, os candidatos dos dois partidos que governam o país desde 1929 obtiveram apenas 38% dos votos — Ricardo Anaya, do PAN, teve 22%; José Antonio Meade, do PRI, partido de Peña Nieto, teve apenas 16%. Obrador recebeu felicitações dos adversários e de líderes internacionais.
Dirigido pelo socialista Pedro Sánchez, o atual governo da Espanha parabenizou Amlo e afirmou em comunicado oficial querer se juntar ao México “para construir juntos um futuro de prosperidade e estabilidade”.
“Vamos continuar trabalhando para aprofundar a relação bilateral e construir uma América Latina estável, integrada e democrática”, escreveu, em uma rede social, a chancelaria da Argentina. Ainda no Mercosul, o novo presidente recebeu felicitações do governante da Bolívia, Evo Morales: “Estamos seguros que seu governo escreverá uma nova página na história de dignidade e soberania latino-americana”, escreveu.
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