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Madrasta é indiciada pelo assassinato qualificado de bebê

24/08/2018 às 19h50
Por: Tribuna Popular
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A Polícia Civil de Dourados concluiu nesta sexta-feira (24) o inquérito que investiga o assassinato de Rodrigo Moura Santos, 1, ocorrido no último dia 16. Após confessar que perdeu a cabeça e pisoteou o bebê, a madrasta Jéssica Leite Ribeiro, 21, foi indiciada por homicídio qualificado. O pai, Joel Santos, 24, continuará respondendo por maus tratos infantis.

De acordo com o depoimento da suspeita, encaminhado ao Ministério Público Estadual, a mulher confessou na última quinta-feira (23) que “teve acesso de raiva, ocasionado pelos constantes choros da criança, além de outros problemas pessoais”. Em outro trecho ela cita que “utilizou as mãos e o joelho para apertar com força o abdômen do bebê, tendo também pisado nas costelas.”

O ataque de fúria teria sido motivado pelo chorro constante da vítima, o que motivou as agressões fatais. A suspeita seguirá detida na carceragem do 2º DP local, responsável pela investigação do caso. Ainda em sua fala, ela diz que primeiro apertou o pescoço do bebê com força para fazer com que ele parasse de chorar. Como não conseguiu, jogou-o ao chão  e deu a primeira pisada, no corpo. Depois pisou de novo, na cabeça.

A polícia não revelou se o pai da criança, de 24, presenciou as agressões. Sabe-se apenas que ele ajudou a ligar para o serviço de ambulância, onde eles comunicaram que Rodrigo "caiu do berço." Ele segue detido na penitenciária da cidade.

O caso virou de polícia após socorristas de uma ambulância chamada pela madastra constatarem que Rodrigo Moura Santos, já morto, tinha hematomas nas costas, cabeça e pescoço, característicos de espancamento. Legistas apontaram o rompimento do fígado como causa da morte.

Segundo a polícia, o casal alegou que os hematomas foram provocados na tentativa de reanimar a criança, que desmaiaria por conta das fortes dores hepáticas que sentia. O laudo negou condição pré-existente no fígado. Inicialmente, os acusados alegaram que a criança teria se engasgado.

A mãe da criança também foi à 2º DP local, onde o caso foi registrado, e disse que a filha estava com o pai haviam nove dias. Ela tem medidas protetivas contra o ex-marido e a mulher dele, justamente por já ter sido agredida, mas não soube informar se a criança sofria violência.

*Correio do Estado

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