
Cerca de R$ 157 milhões de reais foram bloqueados de 36 empresas e um administrador do Consórcio da UFN3, em Três Lagoas, pela Justiça do Trabalho de Mato Grosso do Sul. O objetivo é garantir o pagamento de aproximadamente 1.500 trabalhadores que tiveram contratos de emprego encerrados em 2012 e ainda não receberam o acerto recisório.
De acordo com o órgão, as dívidas ultrapassam R$ 20 milhões, no entanto, os valores bloqueados excederam o valor total, porque os devedores negam que as empresas envolvidas formem um grupo econômico. Dessa forma, cada empresa precisa garantir o pagamento integral da execução.
A solicitação foi feita pelo Núcleo de Execuções e Pesquisa Patrimonial do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região.
O coordenador do núcleo, juiz Márcio Alexandre da Silva, explica que a atitude foi necessária porque os devedores estavam ocultando o patrimônio e quem os tinha usava medidas protelatórias para dificultar a execução da dívida.
A decisão envolve 409 execuções da 1ª e 2ª Vara do Trabalho de Três Lagoas que foram unificadas em um processo. "A intenção é reduzir o tempo de espera dos credores para receber o direito reconhecido pela Justiça do Trabalho", garante o juiz.
SEMANA DE EXECUÇÃO
O bloqueio faz parte das ações da 8ª Semana Nacional de Execução Trabalhista que está sendo realizada até amanhã (21). O evento reúne todos os tribunais do trabalho do país numa tentativa de garantir o pagamento das dívidas trabalhistas pelos devedores.
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