
Adelio Bispo de Oliveira, detido no Presídio Federal de Campo Grande e acusado de esfaquear o presidente eleito Jair Bolsonaro no período de campanha, realizará em janeiro o teste de Rorschach, popularmente conhecido como ‘teste do borrão de tinta’. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Federal da 3ª Região desta terça-feira (11).
O teste foi aplicado neste ano para determinar se Suzane Richthofen poderia cumprir o restante da sua pena em liberdade e é conhecido por conseguir captar elementos e traços da personalidade profundos dos pacientes analisados e serve para identificar, por exemplo, se Adelio corre o risco de cometer crimes novamente e se está apto ao convívio em sociedade.
O exame consiste em dar respostas sobre com o que se parecem dez pranchas com manchas de tinta simétricas. A partir das respostas, procura-se obter um quadro amplo da dinâmica psicológica do indivíduo e é amplamente utilizado em vários países. No caso, o teste será um complemento ao exame criminológico tradicional, que Adelio foi submetido por meio de perícia médica, composta por três psiquiatras, na semana passada.
Acusada de mandar matar os pais para poder ficar com a fortuna deles e ter liberdade para namorar, o teste de Suzane apontou uma pessoa egocêntrica, vazia, simplista e infantilizada; que não apresenta indicações de culpa nem de preocupações. E também concluiu que ela era bastante imatura em termos afetivos. Na perícia, os médicos a consideraram apta, mas com base nos testes, a promotoria criminal recomendou que a detenta fosse mantida presa, ainda que em regime prisional mais brando.
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