
A quadrilha especializada na lavagem de cifras milionárias obtidas por meio do dinheiro do tráfico internacional de drogas operava de forma complexa e sistemática, dentro de uma organização hierarquizada. Pelo menos é o que aponta o Ministério Público Federal (MPF). Os envolvidos no esquema, presos no ano passado, em Campo Grande, durante a Operação Nevada, estão sendo interrogados pelo juiz federal Odilon de Oliveira.
Ontem, segundo dia da série de depoimentos, foram ouvidos Ronaldo Couto Moreira, Antônio Marcos Machado e André Luiz de Almeida Anselmo, bem como Odilon Cruz Teixeira, Paulo Hilário de Oliveira e Odiney de Jesus Leite. No dia anterior, o juiz interrogou Odacir Santos Corrêa, Odir Fernando Santos Correa e Odair Correa Santos. A expectativa é de que os procedimentos, em caráter presencial e por videoconferência, sigam até o próximo dia 21.
Segundo o MPF, os 23 envolvidos eram divididos em grupos que seguiam à risca a escala hierárquica, respeitando decisões do líderes e dos intermediadores que forneciam cocaína a partir da Bolívia. Os barões do tráfico, que ostentavam por meio de mansões e veículos de luxo, seriam os irmãos Odir, Odacir e Odair Corrêa, embora este último mantivesse relação conturbada com os demais.
*Correio do Estado
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