
A explosão da agência da Caixa Econômica Federal de Paranaíba, ocorrida na madrugada de quarta-feira, mostrou que a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) precisa rever estratégias operacionais.
Isso porque, em março, a cidade havia sido alvo de operação que contou com apoio da polícia de Minas Gerais e que tinha, entre outros objetivos, desarticular esquemas do crime organizado voltados a roubo a bancos, tráfico de drogas e contrabando. À época, o cerco foi fechado no acesso com a cidade vizinha de Carneirinho (MG), mas o efeito não foi o esperado.
No ano passado, quadrilhas realizaram outros assaltos em cidades do interior do Estado, como Sonora, Pedro Gomes e Selvíria. O modo de agir foi semelhante ao de Paranaíba, porém, tendo como alvos agências da Caixa.
Ontem, o secretário de Segurança Pública, José Carlos Barbosa, afirmou que avalia a possibilidade de antecipar operações já previstas na divisa com outros estados, a fim de prevenir outras ocorrências.
No entanto, justificou que as atividades já realizadas desde o início do ano, apesar de não garantirem totalmente a incidência de roubos a bancos, ao menos conseguiu retardar ações. “Não há como prevenir certas situações, mas garantimos que este crime será esclarecido”, explicou.
*Correio do Estado
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