
“Uma agressão muito violenta contra a memória do Michael Jackson, contra a arte que minha obra representa, contra a comunidade do Dona Marta, e contra o turismo da cidade, que é base de nossa economia”. Assim o cartunista e escultor campo-grandense Victor Henrique Woitschach, o Ique, se manifestou em artigo publicado em sua página no facebook sobre a foto com um fuzil colocado na estátua de Michael Jackson na comunidade Dona Marta no Rio de Janeiro.
Ique, que este no dia 18 de abril entregou a estátua em tamanho real de Manoel de Barros, que ficará no canteiro central da Avenida Afonso Pena, no trecho entre as ruas Rui Barbosa e 13 de Maio. Ele que é campo-grandense e começou sua carreira em órgãos de imprensa de MS está radicado no Rio de janeiro e a escultura do ídolo POP é uma de suas obras mais representativas.
“Infelizmente essa imagem é a realidade que vivemos atualmente, e representa o abandono da cidade maravilhosa. Ela foi produzida pelo tráfico demonstrando o seu poder na reocupação do espaço abandonado pelo poder público. Poder público esse, também repleto de bandidos que transformaram o Rio e o Brasil em terra de ninguém”. Escreve o escultor lamentando que a sua obra esteja sendo utilizada como símbolo do domínio do narcotráfico naquela comunidade.
“Com a instalação de minha escultura do Michael Jackson na laje que ele gravou seu clipe, a comunidade Dona Marta passou então a ser visitada por turistas de toda a parte do Brasil e do mundo. A presença do ídolo Pop em bronze foi simbólica e transformadora. Empregos foram criados e a economia da comunidade cresceu”. Escreveu Ique demonstrando indignação.
“Quando as instituições que deveriam nos representar e nos defender perdem totalmente a credibilidade como estamos vivenciando hoje no país, ficamos sem saída. Tenho medo porque está chegando o momento que nada mais teremos a perder. E ai fica realmente perigoso”. Concluiu Ique.
*Diariodigital
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