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Confeiteiro que matou Brunão recebe pena de 17 anos

24/11/2017 às 20h07
Por: Tribuna Popular
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A pena de Cristhiano Luna de Almeida por ter matado Jefferson Bruno Gomes Escobar, o "Brunão", é de 17 anos, seis meses e 16 dias sentenciou o Tribunal do Júri em Campo Grande, hoje. O julgamento aconteceu mais de seis anos depois do crime, cometido em março de 2011.

O réu também foi condenado por injúria, por período de 1 ano e 2 meses, pelo motivo de ter ofendido um garçom na boate onde houve a confusão que terminou no assassinato.

No processo consta que ele disse: "Preto Negueba do Flamengo. Vocês são todo cambada de vagabundo. Sua cara não nega. Olha a cara de malandro".

No caso do homicídio, o Júri entendeu que houve duas qualificantes, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Isso representou em aumento da pena. O juiz que leu a sentença foi o substituto Daniel Raimundo da Motta.

Almeida perdeu o direito de ficar em liberdade em julho deste ano, depois que foi flagrado bebendo. No período que estava fora da prisão ele trabalhou como confeiteiro. O condenado está recluso na Penitenciária da Máxima, que fica no bairro Noroeste.

"Esse é mais um dos inúmeros casos em que a imprensa, de forma distorcida, consegue manipular a opinião pública, culminando em desastre como este que estamos presenciando", alegou a defesa do confeiteiro, que também é lutador de jiu-jitsu, Fábio Trad.

Ele confirmou que vai preparar o recurso para constestar a sentença. "Foi uma condenação injusta, só traduziu o sentido de vingança e justiça não é para fazer vingança", alegou.

A mãe de Brunão, Edicelma Gomes Vieira, 46 anos, disse sentir-se com sensação de justiça feita, apesar de não poder ter mais o filho de volta. "A dor de perder um filho não passa, mas pelo menos estou sabendo que a justiça foi feita", desabafou.

RELEMBRE O CASO

Brunão morreu em 19 de março de 2011. Na ocasião, ele virou alvo de Almeida ao tentar retirá-lo de dentro da casa noturna após uma briga generalizada. Acabou linchado pelo acusado, bacharel em direito e praticante de artes marciais, do lado de fora do local.

Incialmente o julgamento do réu estava marcado para o dia 12 de agosto de 2011, mas a defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, buscando afastar as qualificadoras de "motivo fútil" e o "recurso que dificultou a defesa da vítima". Por maioria de votos, os desembargadores decidiram manter as qualificadoras.

Insatisfeito com a decisão, Almeida, por meio dos seus advogados, recorreu novamente ao Tribunal de Justiça e, desta vez, foi dado provimento ao recurso. No júri de hoje, inicialmente ele respondia por homicídio simples. A condenação podia chegar a 20 anos de prisão.

OUTRA CONDENAÇÃO

Cristhiano Luna de Almeida já foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por espancar o jovem Rafael de Freitas Mecchi, na época com 22 anos, em um show no Parque de Exposições de Campo Grande, no ano de 2009. A morte de Brunão foi em 2011.

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